Enzo vive “sinuca de bico” e ainda não define partido para disputa na Alepi

Por Lucas Sousa.

Sem saber para onde correr, o presidente da Câmara Municipal de Teresina, vereador Enzo Samuel (PDT), segue indeciso sobre qual partido irá se filiar para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Piauí.

 

  

Vereador Enzo Samuel (PDT). Foto: Central Piauí
   

Convites não faltam. Enzo tem sido assediado por siglas da base do governo estadual como PT, PV e MDB, mas também recebeu chamado da oposição. O prefeito Silvio Mendes o convidou para disputar a Alepi pelo União Brasil.

Projetado politicamente com os ideais da centro-esquerda que sempre defendeu, Enzo se vê em uma verdadeira sinuca de bico: aceitar um partido da base governista, manter alinhamento político e disputar uma eleição mais dura, em chapas competitivas, ou virar a chave e se aproximar do grupo de Jeová Alencar, de Silvio Mendes e do senador Ciro Nogueira, lideranças da oposição ao governo do PT.

A conta é simples: nas chapas da base, a eleição exige algo entre 28 mil e 35 mil votos. Já na oposição, o cálculo gira entre 20 mil e 25 mil, o que pesa na decisão.

Durante agenda nesta quarta-feira, o governador Rafael Fonteles reforçou a proximidade com o vereador. “Tratamos com o Enzo frequentemente sobre demandas de Teresina e do estado do Piauí, e tenho convicção de que ele será pré-candidato a deputado estadual por um partido da base”, disse.

Minutos depois, o próprio Enzo foi questionado sobre o destino partidário. Desconversou. “Essa questão política vamos tratar mais na frente”. Ao ser lembrado de que a janela partidária se aproxima do fim, reagiu: “Tudo no seu devido tempo, ainda tem muito tempo, é uma eternidade até lá”.

Perguntado sobre o alinhamento com o governador, mesmo diante do convite da oposição, foi protocolar: “O Rafael Fonteles é um parceiro e a gente vem trabalhando junto pelo estado do Piauí”.

Mas a indefinição do presidente da Câmara de vereadores termina nesta quinta-feira (2) quando deverá bater o martelo.