Animal originário da Ásia preocupa autoridades ambientais no Brasil

Mexilhão-dourado provoca entupimentos em tubulações de usinas hidrelétricas no Brasil

Um molusco originário da Ásia, cientificamente chamado de Limnoperna fortunei e popularmente conhecido como mexilhão-dourado, vem causando preocupação às autoridades ambientais brasileiras e aos técnicos responsáveis pela manutenção de usinas de geração de energia elétrica no país.

Identificado pela primeira vez na América do Sul em 1991, na Argentina, o animal chegou ao Brasil nos anos seguintes e se espalhou por rios de diversas regiões, causando impactos ambientais e econômicos.

Estudos indicam que o mexilhão-dourado tenha sido trazido em grandes embarcações, por meio da água de lastro utilizada para garantir a estabilidade dos navios cargueiros. Despejada em diferentes locais do mundo, essa água pode se tornar uma das portas de entrada para espécies invasoras. Na fase larval, o molusco também pode ser transportado pelas correntes aquáticas.

Além de alterar os ecossistemas brasileiros, o animal tem causado problemas em equipamentos utilizados em usinas hidrelétricas. O molusco se prolifera rapidamente, formando colônias que provocam entupimentos e reduzem a passagem de água pelas tubulações. Segundo profissionais do setor, essas obstruções podem exigir interrupções para manutenção e aumentar os custos operacionais.

O controle do mexilhão-dourado também representa um grande desafio, devido à rapidez de sua reprodução e ao tamanho microscópico das larvas, invisíveis a olho nu. O Ibama destaca a importância de medidas preventivas para conter a disseminação da espécie, incluindo o controle dos principais meios de transporte e dispersão, como as embarcações e a água de lastro.