A temporada do Imposto de Renda 2026 já começou e a transmissão das declarações teve início em 23 de março e segue até 31 de maio. Mas, neste ano, a Receita Federal surpreendeu com uma novidade que mostra o quanto o sistema está cada vez mais moderno, automatizado e aliado à tecnologia e à inteligência artificial.
A principal inovação é a criação de um lote especial de restituição automática, apelidado de “cashback do IRPF”. Isso mesmo: agora, mesmo quem não precisa declarar pode receber valores de volta diretamente na conta.
A medida é voltada para contribuintes que ganham até cerca de dois salários mínimos. O objetivo é simples e justo: evitar que milhões de brasileiros deixem de receber valores que são seus por direito, seja por falta de informação ou por não estarem obrigados a entregar a declaração.
Segundo a Receita Federal, cerca de 4 milhões de pessoas se encaixam nessa situação. O valor médio de restituição é de aproximadamente R$ 125, somando um total de R$ 500 milhões que serão devolvidos aos contribuintes.
Na prática, funciona assim: o próprio sistema da Receita irá identificar automaticamente quem teve Imposto de Renda retido na fonte ao longo de 2025, mas que não enviará a declaração em 2026 por não atingir o limite de obrigatoriedade. Se houver valores a restituir, o pagamento será feito sem que o contribuinte precise fazer nada.
O que isso significa para você?
Se ao longo de 2025 você não atingiu o limite de rendimentos tributáveis (R$ 35.584,00), mas em algum mês recebeu um valor maior e teve desconto de Imposto de Renda no seu salário, pode comemorar: esse valor poderá voltar automaticamente para sua conta.
Mas atenção para receber o contribuinte deve ter CPF regular e os dados bancários atualizados junto à Receita Federal e o valor seja limitado até R$ 1.000.
Esse “cashback” será pago em um lote especial, previsto a partir de 15 de julho de 2026, separado do calendário tradicional de restituições.
Sem burocracia, sem declaração, sem dor de cabeça.