O Procon do Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) informou, no início da tarde desta quinta-feira (12), que investiga o aumento no preço dos combustíveis no estado. Segundo o órgão, postos que não comprovarem a justificativa para a alta podem ser multados em até R$ 10 milhões e até mesmo interditados.
De acordo com o coordenador do Procon, Nivaldo Ribeiro, o órgão notificou distribuidoras e postos para apresentar as notas fiscais que comprovem os valores de compra e venda dos combustíveis. A medida busca verificar se houve aumento indevido e garantir transparência ao consumidor.
No Piauí, cerca de 100 postos e nove distribuidoras em Teresina foram fiscalizados e têm prazo de cinco dias para apresentar a documentação. Segundo o Procon, o preço médio da gasolina na capital chega a R$ 6,49, enquanto o diesel é vendido a R$ 6,98. O órgão afirma que o custo médio de compra para os revendedores subiu R$ 0,81 por litro, valor considerado elevado.
O coordenador também afirmou que, segundo informações divulgadas por órgãos oficiais e pela Petrobras, não houve aumento no preço do combustível no Brasil que justifique o reajuste. O Procon orienta que consumidores denunciem possíveis irregularidades por meio dos canais oficiais do Ministério Público.