Um médico anunciou seu desligamento do corpo clínico do Hospital de Uruçuí por meio de uma carta aberta, na qual relata dificuldades enfrentadas durante o período da Urufolia, considerada a maior festa do município. No documento, o profissional afirma que a decisão foi motivada por problemas na organização da equipe médica e pela ausência de um plano de contingência para atender ao aumento da demanda por urgências e emergências durante o evento.
Segundo o relato, a situação ocorreu após um dos médicos de plantão deixar a unidade para realizar a transferência inter-hospitalar de um paciente. Com isso, o profissional afirma que permaneceu sozinho para atender todos os casos que chegaram ao hospital em um dos momentos de maior movimento, cenário que, de acordo com ele, comprometeu as condições de trabalho e a assistência prestada à população.
Na carta, o médico informa que comunicou a situação à coordenação da unidade e solicitou a substituição do colega que havia deixado o plantão. Conforme o documento, ele recebeu a informação de que a coordenadora médica assumiria os atendimentos, porém a substituição, segundo sua versão, não ocorreu. O profissional afirma que permaneceu sozinho até o encerramento do plantão e cita normas do Conselho Federal de Medicina ao defender que a responsabilidade pela elaboração das escalas e pela garantia de condições adequadas de atendimento é da direção técnica e da coordenação médica.
Após o episódio, o médico informou que decidiu encerrar suas atividades no Hospital de Uruçuí. Até a publicação desta reportagem, a direção da unidade hospitalar não havia se manifestado sobre as declarações apresentadas na carta aberta. O espaço permanece aberto para que o hospital apresente sua versão dos fatos.