Moradora critica atendimento da Águas de Teresina: "Me sinto humilhada”

Segundo ela, as interrupções prejudicam a rotina doméstica, provocam perdas financeiras e afetam até pequenos negócios da região.

Uma moradora do bairro Buenos Aires, na zona Norte de Teresina, denuncia que enfrenta problemas recorrentes no abastecimento de água há pelo menos três meses. Segundo ela, as interrupções prejudicam a rotina doméstica, provocam perdas financeiras e afetam até pequenos negócios da região.

Em relato sobre a situação, a consumidora afirmou que passa horas sem água e que, mesmo quando registra reclamações junto à concessionária Águas de Teresina, não consegue uma solução. Ela disse ter aberto dezenas de protocolos sem receber atendimento efetivo.

“Você faz 10, 20, 30 protocolos e não é atendido. Então não tem melhora nenhuma. A cobrança é diária, a taxa de esgoto é direta”, reclamou.

A moradora reconhece que o período de calor aumenta a demanda por água, mas questiona a falta de avisos sobre as interrupções. Para ela, a concessionária deveria informar previamente os desligamentos programados e, quando possível, realizar os serviços durante a noite.

A falta de água também afeta a renda de trabalhadores do bairro. Segundo a denunciante, amigas que trabalham em salões de beleza estão perdendo dinheiro porque não conseguem realizar procedimentos que dependem do fornecimento regular.

“Quem é a pessoa que quer lavar seu cabelo, fazer um procedimento de baldinho, carregando que nem cuia?”, questionou.

Prejuízo dentro de casa

A consumidora relatou ainda que a irregularidade no abastecimento prejudica o uso de equipamentos domésticos. Ela e o marido investiram em energia solar para reduzir os custos da residência, mas, sem água durante o dia, precisam deixar tarefas como lavar roupas para a noite, o que, segundo ela, gera despesas adicionais.

“Como é que lava roupa sem água na máquina? Não dá para botar de balde. A Águas de Teresina está dando prejuízo para a gente de todas as maneiras”, afirmou.

Outro problema citado envolve a casa da avó da moradora, que, segundo o relato, não possui acesso ao esgotamento sanitário. A consumidora afirmou ter feito 32 protocolos para solicitar a retirada de uma estrutura instalada em frente ao imóvel, mas diz que a situação só foi resolvida após a família tomar uma providência por conta própria.

Cobrança por fiscalização

A moradora também cobrou atuação mais efetiva da Prefeitura de Teresina e do órgão regulador responsável pela fiscalização dos serviços. Para ela, a população precisa ter acesso a canais de atendimento que ofereçam respostas concretas, e não apenas números de protocolo.

Ao resumir como se sente diante dos problemas, a consumidora afirmou estar “humilhada, desrespeitada e principalmente prejudicada, financeiramente, psicologicamente e até moralmente”.

O relato ocorre em meio às reclamações sobre o abastecimento em diferentes regiões da capital. Em audiência pública realizada nesta quinta-feira (15), na Câmara Municipal de Teresina, a Águas de Teresina anunciou medidas para ampliar a produção e a distribuição de água, incluindo uma obra específica para o Vale Quem Tem, com conclusão prevista para novembro.