Os trabalhadores do transporte público de Teresina realizaram uma paralisação na manhã desta segunda-feira (18), provocando mudanças na circulação dos ônibus e dificuldades para passageiros em diferentes regiões da capital. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários do Piauí (Sintetro-PI), o movimento começou às 6h e deve seguir até as 8h. Durante o protesto, os coletivos saíram normalmente dos bairros, mas interromperam o trajeto ao chegar na região central da cidade.
Um dos principais pontos de concentração dos motoristas e cobradores foi a Praça da Bandeira, no Centro de Teresina. No local, ônibus ficaram estacionados em fila, enquanto passageiros precisaram descer dos veículos e buscar outras formas de transporte para continuar o percurso, como carros por aplicativo e mototáxis. A categoria cobra reajuste salarial de 12%, além da atualização do tíquete-alimentação para R$ 950 e do auxílio saúde para R$ 170.
De acordo com o secretário de comunicação do Sintetro, Cláudio Gomes, os trabalhadores reclamam das condições de trabalho e dos salários pagos atualmente no sistema de transporte da capital. O dirigente sindical afirmou que motoristas recebem R$ 2.403 e apontou problemas na estrutura dos ônibus, como veículos sem ar-condicionado ou com equipamentos quebrados. Segundo ele, a paralisação desta segunda-feira tem o objetivo de pressionar as empresas e o poder público para abertura de negociação.
O sindicato informou ainda que, caso não haja acordo entre trabalhadores e empresários do setor, a categoria poderá iniciar uma greve geral na próxima segunda-feira (25). Em nota, a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) afirmou que acompanha as negociações e iniciou o cadastramento de transportes alternativos para reduzir os impactos à população caso a greve seja confirmada. O órgão destacou que espera um entendimento entre as partes para evitar prejuízos aos usuários do transporte público da capital.