O prefeito de Teresina, Silvio Mendes, afirmou nesta quinta-feira (6) que a Prefeitura não realizará obras ou serviços em áreas invadidas. A declaração foi dada ao comentar a Ocupação Dona Lindu, instalada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), na zona Leste da capital.
Segundo o prefeito, o município participa das discussões sobre o déficit habitacional, mas não concorda com invasões de terrenos como forma de reivindicar moradia.
"Hoje tive uma reunião com representantes do Governo Federal para tratar das invasões que estão acontecendo na Zona Leste de terrenos públicos e particulares. Eu não admito que se invada o que não é seu. Existe um decreto assinado por mim que proíbe a Prefeitura de realizar qualquer benfeitoria ou serviço em áreas de invasão", afirmou.
Silvio Mendes disse que Teresina possui cerca de 22 mil famílias cadastradas em busca de moradia e estimou que outras 35 mil ainda necessitam de habitação.
O prefeito afirmou que a previsão é entregar até 5 mil moradias até o fim do ano, mas reconheceu que o número ainda é insuficiente para atender à demanda.
"Talvez, sendo muito otimista, a gente consiga entregar até 5 mil casas até o fim do ano. Mas isso ainda não resolve o problema de milhares de famílias que precisam de um teto para morar", disse.
Silvio Mendes também afirmou que o cadastro do programa Minha Casa, Minha Vida está fechado devido ao período eleitoral e criticou o que classificou como uso político das ocupações.
"Não se pode usar essas pessoas como massa de manobra. Há quem invada terrenos para vender depois, e isso todos sabem. A Prefeitura vai participar das discussões sobre habitação, mas não vai incentivar nem apoiar invasões", declarou.