A defesa de Elison Araújo Abreu, de 40 anos, e Igor de Sousa Silva, de 28 anos, solicitou à Justiça a revogação das prisões preventivas decretadas durante a segunda fase da Operação Extrema Confiança, conduzida pela Polícia Civil do Piauí. Os dois são investigados por suposta participação em um esquema de pirâmide financeira apontado pelas autoridades como um dos maiores já identificados no estado. O pedido foi protocolado após a operação realizada no último dia 22 de julho.
Segundo os advogados, não existem mais motivos que justifiquem a manutenção das prisões preventivas, razão pela qual pedem que os investigados respondam ao processo em liberdade. O Ministério Público emitiu parecer favorável ao pedido, que agora será analisado pelo Poder Judiciário, responsável por decidir se mantém ou revoga as medidas cautelares.
Elison e Igor foram presos durante a segunda fase da operação, cumprida nas cidades de Timon e São Luís, no Maranhão. Na mesma ação, a Polícia Civil também executou uma medida cautelar diferente da prisão contra Josué de Lima Resende, de 28 anos, em Teresina. As investigações apontam que o grupo oferecia investimentos com promessa de rendimentos mensais de até 10%, alegando atuar em operações na Bolsa de Valores brasileira (B3). Para dar aparência de legalidade ao negócio, teria sido criada a empresa “XTREME TRADE”, registrada na Junta Comercial do Piauí.
De acordo com a Polícia Civil, o esquema funcionava no modelo conhecido como “Esquema Ponzi”, em que o dinheiro aplicado por novos participantes era utilizado para pagar supostos lucros aos investidores mais antigos. As investigações indicam que a estrutura operou por cerca de dois anos e meio, atingindo principalmente moradores do Piauí e do Maranhão. A estimativa é de que mais de 300 pessoas tenham sido prejudicadas, enquanto as movimentações financeiras identificadas durante a apuração ultrapassam R$ 440 milhões.