O estádio Albertão será fechado por aproximadamente três meses para a realização da troca completa do gramado. A medida foi anunciada após vistoria técnica realizada na manhã desta terça-feira, com a presença de representantes da Secretaria de Esportes do Piauí (Secepi) e da Federação de Futebol do Piauí (FFP).
Durante a visita, a secretária Josiene Campelo e o presidente da FFP, Robert Brown, também confirmaram o início das obras de modernização dos vestiários destinados a clubes e árbitros. A intervenção faz parte de um pacote de melhorias estruturais que inclui ainda adequações hidráulicas, sanitárias, climatização e sistemas de exaustão.
Segundo a FFP, a paralisação das atividades será necessária para garantir a execução completa da nova estrutura do campo. O projeto prevê a implantação de um gramado dentro dos padrões exigidos pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e da FIFA, além da substituição dos sistemas de drenagem e irrigação.
Os recursos para a obra estão assegurados pela CBF, com investimento estimado em cerca de R$ 6 milhões. Apesar disso, o cronograma para início da troca do gramado ainda será definido em conjunto com a federação e os clubes, de forma a minimizar impactos no calendário esportivo local.
O engenheiro responsável pelas intervenções, João Felipe Fortes, destacou que a reforma será realizada em etapas. Inicialmente, serão contemplados os vestiários e áreas internas, incluindo intervenções para reduzir infiltrações nas arquibancadas. Na sequência, será executada a troca completa do gramado.
A equipe técnica também realizou visita à Arena Castelão, no Ceará, para buscar referências estruturais para o projeto em Teresina.
De acordo com a Secepi, a primeira etapa das obras já atingiu cerca de 60% de execução. Antes do fechamento do estádio, uma reunião com clubes e dirigentes deve definir a melhor data para a interrupção das atividades.
Atualmente, o Albertão opera com capacidade reduzida para cerca de 13 mil torcedores, abaixo do limite original de 50 mil. A restrição foi determinada pelo Corpo de Bombeiros, que apontou a necessidade de adequações em setores da estrutura para atendimento às normas do Estatuto do Torcedor.