Djokovic revela bastidores intimidadores de Nadal no Roland Garros 2006

Djokovic admitiu que não percebia como tudo isso fazia parte de uma encenação

O detentor do maior número de títulos de Grand Slam na história, Novak Djokovic, revelou em uma entrevista ao programa "60 minutes" que experimentou uma sensação de intimidação ao enfrentar Rafael Nadal pela primeira vez nas quartas de final de Roland Garros em 2006. O sérvio compartilhou que se irritava com o então número 2 do mundo, que realizava um ritual pré-jogo correndo pelo meio do vestiário.

Nadal executava saltos de um lado para o outro antes de entrarmos em quadra, fazendo sprints perto de mim – Djokovic explicou. "Eu estava prestes a enfrentar Nadal em Roland Garros, e o armário dele ficava próximo ao meu no vestiário. Estávamos bastante próximos, tentando dar um pouco de espaço um ao outro em uma sala já não muito grande. Nadal ficava pulando de um lado para o outro, antes de entrarmos em quadra, fazendo sprints perto de mim. Eu conseguia até ouvir a música tocando nos fones de ouvido dele, e estava me irritando."

Naquela fase inicial de sua carreira, Djokovic admitiu que não percebia como tudo isso fazia parte de uma encenação. Embora tenha sentido uma intimidação, essa experiência o motivou a desenvolver seus próprios rituais, mostrando que estava pronto para a batalha e a guerra, como ele descreveu. Nessa época, ocupando a 63ª posição no ranking, Djokovic nem imaginava integrar o prestigiado "Big 3" ao lado dos maiores tenistas do mundo, Roger Federer e Rafael Nadal.

Durante a partida das quartas de final, Nadal liderava por 2 sets a 0 quando Djokovic sofreu uma lesão nas costas, retirando-se da competição e garantindo a vaga nas semifinais para Nadal, que eventualmente conquistou o título.

O atual número 1 do mundo também compartilhou que encontra motivação extra ao observar jogadores mais jovens ansiosos por derrotá-lo e dar o melhor de si. Isso se reflete em sua abordagem ao tênis, como evidenciado pela derrota na final de Wimbledon deste ano para Carlos Alcaraz, de 20 anos, que Djokovic transformou em combustível para uma temporada histórica, culminando em sua 24ª vitória em Grand Slam no US Open.