Morre Jorge Veras, ídolo do 4 de Julho e ex-atacante do Grêmio, aos 67 anos

Ex-jogador lutava contra um câncer no pâncreas e conquistou títulos pelo clube de Piripiri; no futebol gaúcho, ganhou destaque após marcar dois gols em um Gre-Nal.

O ex-jogador e treinador Jorge Veras morreu na madrugada desta quinta-feira (22), em Fortaleza, aos 67 anos. Ele tratava um câncer no pâncreas e precisou ser hospitalizado após apresentar complicações nos últimos dias. Com passagens por clubes tradicionais do futebol brasileiro, o ex-atacante também construiu uma trajetória importante no Piauí, principalmente pelo 4 de Julho Esporte Clube, de Piripiri, onde conquistou títulos como atleta e voltou anos depois para trabalhar como treinador.

A ligação de Jorge Veras com o futebol piauiense foi marcada pelas temporadas de 1993, 1994 e 1997, quando defendeu o 4 de Julho. Nos dois primeiros anos, participou das campanhas que terminaram com títulos do Campeonato Piauiense. Em 2017, retornou ao clube para comandar a equipe e conquistou a Copa Piauí. Após a confirmação da morte, o time divulgou uma nota de pesar, na qual destacou a contribuição do ex-atleta para a história do Colorado e manifestou solidariedade aos familiares, amigos e admiradores.

Natural do futebol cearense, Jorge Veras iniciou sua formação nas categorias de base do Fortaleza e passou por equipes como Ceará, Ferroviário, Grêmio, Sport, Avaí, Moto Club, Tiradentes-CE e Criciúma, entre outras. Um dos primeiros momentos de destaque ocorreu em 1983, quando defendia o Ferroviário e marcou 26 gols no Campeonato Cearense, terminando a competição como vice-artilheiro. O desempenho ajudou a consolidar seu nome no futebol regional e abriu caminho para novas oportunidades em equipes de outras partes do país.

A passagem pelo Grêmio, entre 1987 e 1988, também marcou sua carreira. Em seu primeiro clássico Gre-Nal, Jorge Veras marcou os dois gols da vitória gremista sobre o Internacional e ganhou o apelido de “Homem Gre-Nal”. Ele também balançou as redes na decisão do Campeonato Gaúcho de 1987. Em entrevista à comunicação do clube gaúcho, em 2023, relembrou momentos de sua trajetória em Porto Alegre. Com sua morte, o futebol perde um profissional que deixou registros em diferentes equipes e uma ligação especial com a torcida do 4 de Julho, em Piripiri.