O Tribunal Regional de Berna-Mittelland anulou a sentença que condenou o técnico Cuca por coação e ato sexual com uma menor na Suíça em 1987. A decisão foi tomada após um pedido da defesa do treinador, conforme informou primeiramente a Folha de S. Paulo.
A defesa de Cuca argumentou que ele deveria ter direito a um novo julgamento, uma vez que foi condenado à revelia. No entanto, tal solicitação não seria viável, pois o crime já havia prescrito. Diante disso, o Ministério Público sugeriu a anulação da pena e o encerramento do processo.
É importante ressaltar que o encerramento do processo não implica na inocência de Cuca, mas sim na conclusão do caso devido à ausência de representação legal. Além disso, a juíza Betina Boschler determinou que o Estado Suíço indenize Cuca em 9,5 mil francos suíços (quase R$ 55 mil na cotação atual).
Relembrando o caso, em 1987, Cuca, então jogador do Grêmio, foi detido juntamente com três colegas de time sob a acusação de terem relações sexuais sem consentimento com uma adolescente durante uma excursão na Europa. Dois anos após o ocorrido, Cuca e outros dois jogadores foram condenados a 15 meses de prisão pela justiça suíça. O caso ganhou destaque novamente em 2023, quando Cuca foi contratado pelo Corinthians, gerando resistência tanto da torcida quanto dentro do clube.
É relevante mencionar que o processo judicial, arquivado nos Arquivos do Estado do Cantão de Berna, confirmou a presença de material genético de Cuca no corpo de uma adolescente de 13 anos que foi vítima de um crime sexual em 1987, conforme revelado em entrevista com a diretora da Instituição, Barbara Studer, concedida ao "ge".