O custo da cesta básica em Teresina registrou alta de 3,1% entre fevereiro e março de 2026, alcançando R$ 668,78, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos. Com o aumento, o trabalhador que recebe salário mínimo passou a comprometer 44,6% da renda líquida para adquirir os itens essenciais.
O levantamento aponta que oito dos 12 produtos da cesta tiveram aumento no período. Entre os principais responsáveis pela alta estão o tomate e o feijão carioca, além de itens como arroz, leite, carne bovina, café, farinha e manteiga. Por outro lado, produtos como banana, óleo de soja e pão francês apresentaram queda, enquanto o açúcar manteve estabilidade.
Com o avanço dos preços, o tempo de trabalho necessário para comprar a cesta também aumentou, passando de pouco mais de 88 horas para cerca de 90 horas e 46 minutos. No acumulado do ano, a cesta já registra elevação de 3,67%, embora ainda apresente leve recuo na comparação com março de 2025.
O cenário segue a tendência nacional, com aumento no custo dos alimentos em todas as capitais. Fatores como clima, redução na oferta e maior demanda influenciaram os preços. Segundo o DIEESE, o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ultrapassar R$ 7,4 mil, valor bem acima do mínimo atual.