Diretor da Comvap, Luiz Fernando Melo morre aos 83 anos em Teresina

Engenheiro e empresário atuou por 24 anos na companhia e tinha forte ligação com o município de União.

Luiz Fernando Melo, diretor da Companhia Vale do Parnaíba (Comvap), morreu aos 83 anos nesta terça-feira (6), em Teresina. Engenheiro civil e empresário, ele construiu uma carreira ligada ao setor sucroalcooleiro e manteve durante décadas uma relação próxima com o município de União, onde recebeu o título de cidadão. A causa da morte não foi divulgada.

Natural de Macaíba, no Rio Grande do Norte, Luiz Fernando era formado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Antes de se estabelecer profissionalmente no Piauí, foi secretário de Agricultura do Rio Grande do Norte entre 1988 e 1991. No estado, sua trajetória ficou principalmente ligada à Comvap, empresa do Grupo Olho D'Água, onde trabalhou por 24 anos e participou de atividades relacionadas à produção de açúcar e etanol. Ele também presidiu o Sindicato dos Produtores de Açúcar, de Álcool e de Cana de Açúcar de União e região.

A ligação com União também se estendeu para além da atuação profissional. Luiz Fernando recebeu homenagens e títulos de cidadão unionense, freitense, teresinense e piauiense. Após a confirmação da morte, a Prefeitura de União decretou luto oficial de três dias. Em nota, o município destacou a trajetória do empresário e lamentou a perda. O Grupo Olho D'Água também publicou uma manifestação de pesar, ressaltando a dedicação do diretor ao trabalho e a relação construída com colaboradores, acionistas e parceiros ao longo dos anos.

Além da engenharia e do trabalho no setor empresarial, Luiz Fernando se dedicou à pesquisa histórica e genealógica, principalmente sobre famílias e a formação do sertão do Rio Grande do Norte. Entre os trabalhos atribuídos a ele estão “Um Ramo Judaico dos Medeiros do Seridó”, “Os Fernandes Pimenta”, “Crônica do Sertão do Apodi”, “Genealogia e Fatos do Sertão do Norte de Baixo” e “Melos de Campo Grande – Genealogia”. Os estudos reuniram documentos e registros familiares e se tornaram outra parte importante de sua trajetória.