Fogo segue ativo na Embrapa e já pode ter destruído 50 hectares em Teresina

Fogo ainda tem pontos ativos e atingiu área de pesquisas, vegetação nativa e banco de germoplasma.

O incêndio que atinge a área da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Teresina, já pode ter destruído entre 40 e 50 hectares, segundo estimativa do chefe-geral do instituto, Anísio Ferreira Lima Neto. As chamas começaram na noite de segunda-feira (5) e novos focos foram registrados mesmo após parte do incêndio ter sido controlada. Como o fogo ainda não foi totalmente apagado, a área afetada pode aumentar.


De acordo com Anísio Ferreira, a extensão dos prejuízos ainda está sendo levantada pelas equipes. A área da Embrapa possui cerca de 480 hectares e o incêndio atingiu diferentes pontos, incluindo pastagens, vegetação nativa, estruturas e um banco ativo de germoplasma. O espaço reúne espécies utilizadas em pesquisas, entre elas mangaba, bacuri e cajá.


Entre os principais danos está a perda de plantas nativas que vinham sendo estudadas pela instituição há mais de três décadas. Segundo o chefe-geral, o incêndio provocou prejuízos importantes para as pesquisas desenvolvidas no local. O fogo é considerado o maior já registrado na história da unidade, que tem origem em 1975 e passou a funcionar com a estrutura atual em 1993.


O combate às chamas conta com a participação do Corpo de Bombeiros e do Exército Brasileiro. Três viaturas de combate a incêndio foram mobilizadas, além de caminhões-pipa cedidos pelo Exército e outros integrantes do efetivo disponível. Segundo os bombeiros, o trabalho tem sido dificultado pelas altas temperaturas e pela vegetação seca, condições que favorecem a propagação do fogo e dificultam o controle dos focos que permanecem ativos.