O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgou última quarta-feira, (07), o censo do comércio vajista no Brasil e no Piauí. Em dezembro de 2023, o volume de vendas no comércio varejista nacional registrou uma queda de 1,3% em relação a novembro, considerando o ajuste sazonal. A média móvel trimestral ficou em 0,6%. Na série sem ajuste sazonal, em comparação com dezembro de 2022, o comércio varejista apresentou um crescimento de 1,3%, acumulando uma expansão de 1,7% ao longo de 2023.
O Piauí destacou-se como uma das unidades da Federação com o pior desempenho, encerrando o ano com um resultado negativo de -0,7%, contribuindo para a tendência observada em 17 estados no ano anterior. Segundo o IBGE, em 2022, as vendas caíram em 17 das 27 unidades da Federação, com a maior queda no Rio de Janeiro, registrando um recuo de 6,2%. O ranking dos piores desempenhos é completado pelo Piauí (-2,3%).
No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção, e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas diminuiu 1,1% em dezembro, considerando o ajuste sazonal. A média móvel trimestral apresentou uma variação de -0,2%.
A queda de 1,3% na transição de novembro para dezembro representa o segundo resultado negativo fora da faixa de variação entre -0,1% e -0,5% e a maior amplitude do ano de 2023. Esse resultado reflete um perfil disseminado intersetorialmente, com seis atividades em queda.
No ano, o crescimento de 1,7% indica um desempenho superior a 2022 (1,0%), que havia sido o menor crescimento na série positiva iniciada em 2017, incluindo todo o período da pandemia a partir de 2020.
Seis das oito atividades ficaram no campo negativo, considerando o ajuste sazonal. A queda de 1,3% no volume de vendas do comércio varejista, de novembro para dezembro de 2023, teve predominância de taxas negativas, afetando seis das oito atividades pesquisadas: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-13,1%), Móveis e eletrodomésticos (-7,0%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-3,8%), Tecidos, vestuário e calçados (-3,5%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-2,3%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-0,5%).
Apenas dois dos oito grupamentos pesquisados não registraram taxa negativa: Combustíveis e lubrificantes (1,5%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,8%). No varejo ampliado, Veículos e motos, partes e peças caíram 4,5%, enquanto Material de construção variou 0,4%.
Quatro atividades do varejo avançaram em comparação com dezembro de 2022. Frente a dezembro de 2022, quatro atividades do varejo apresentaram variações positivas: Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (5,6%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (4,8%), Tecidos, vestuário e calçados (0,4%) e Combustíveis e lubrificantes (0,2%).
O setor de Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou um crescimento de 5,6% em dezembro de 2023 em relação ao mesmo mês de 2022, acumulando 17 meses consecutivos de crescimento na comparação interanual. O resultado dessa atividade representa o maior crescimento entre todos os oito setores pesquisados. No ano de 2023, o acumulado foi positivo em 3,7%, superior ao acumulado em 2022 (1,4%).
A atividade de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria apresentou um aumento de 4,8% nas vendas em relação a dezembro de 2022. O segmento registrou taxas positivas no indicador interanual desde março de 2023, quando apresentou um crescimento de 7,1%. Em 2023, o ganho acumulado foi de 4,7%, completando assim 7 anos consecutivos acumulando ganhos. Em relação a 2022, no entanto, o resultado de 2023 foi inferior, já que o fechamento de 2022 ficou em 6,3%.
Em dezembro de 2023, o grupamento de Tecidos, vestuário e calçados teve um desempenho, em volume, 0,4% superior a dezembro de 2022, configurando o segundo mês consecutivo no campo positivo, uma vez que o resultado de novembro foi de 5,8%. Em 2023, o setor acumulou perdas de 4,6% em relação a 2022, configurando o segundo ano seguido com desempenho inferior ao ano anterior; em 2022, as perdas foram de 0,5%.
A atividade de Combustíveis e lubrificantes registrou 0,2% em dezembro de 2023 em relação ao mesmo mês de 2022, interrompendo uma série de cinco taxas negativas no indicador interanual: -2,3% em julho; -3,4% em agosto; -8,5% em setembro; -9,3% em outubro e -1,8% em novembro de 2023. O setor encerrou 2023 com ganhos acumulados de 3,9%, sendo o terceiro ano consecutivo a registrar desempenho positivo em relação ao ano anterior; 16,6% em 2022 e 0,3% em 2021.
O grupo de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação registrou uma queda de 0,9% em dezembro de 2023 em comparação com o mesmo mês do ano anterior, revertendo a trajetória apresentada em novembro (crescimento de 18,2%). No fechamento do ano de 2023