Um homem condenado pela Justiça do Piauí a mais de 36 anos de prisão por um incêndio criminoso que resultou na morte da tia de sua ex-companheira foi preso na manhã desta terça-feira (16), em Teresina. A captura ocorreu no bairro Lourival Parente, na Zona Sul da capital, durante uma ação da Diretoria de Operações Policiais (Deop) da Polícia Civil. O crime aconteceu em agosto de 2021, enquanto a sentença foi proferida em outubro de 2024.
De acordo com a investigação policial, Tiago de Sousa Viana Cardoso foi responsabilizado por provocar um incêndio em uma residência após perseguir a ex-companheira durante uma discussão. Conforme a Polícia Civil, ele utilizou gasolina para iniciar as chamas no imóvel pertencente à ex-sogra. A ação tinha como alvo a ex-companheira, mas acabou atingindo outros familiares que estavam no local. Além deste caso, o preso também responde a processos por tráfico de drogas, roubo e porte ilegal de arma de fogo.
A condenação imposta pela Justiça soma 36 anos, 3 meses e 16 dias de prisão pelos crimes de homicídio, lesão corporal e incêndio criminoso. A decisão também determinou o pagamento de indenizações às vítimas e familiares afetados pelo caso. Os valores fixados incluem R$ 100 mil para os parentes de Maria do Rosário da Silva Lima, que morreu em decorrência dos ferimentos, além de R$ 20 mil para Ocimar da Silva Lima e R$ 7 mil para Maria do Socorro da Silva Lima, proprietária da residência atingida pelo fogo.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, a ex-companheira conseguiu escapar após uma discussão e buscou abrigo na casa da mãe. Em seguida, ela correu para a residência da tia, localizada ao lado. Sem encontrá-la, o acusado ateou fogo em um dos quartos do imóvel. Maria do Rosário sofreu queimaduras em cerca de 70% do corpo, foi internada no Hospital de Urgência de Teresina (HUT) e morreu 15 dias depois. Já Ocimar da Silva Lima sobreviveu após sofrer queimaduras em aproximadamente 45% do corpo. Após a prisão, Tiago foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML) e deverá ser transferido ao sistema prisional para cumprimento da pena.