A defesa de Daniela Beatriz Pereira da Conceição, tia da recém-nascida que foi alvo de uma tentativa de sequestro na Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina, contestou o indiciamento da mulher pelos crimes de calúnia e difamação qualificada. A manifestação ocorreu nesta sexta-feira (17), após a Polícia Civil informar a conclusão de um inquérito que apura publicações feitas por Daniela nas redes sociais após o episódio. Segundo a investigação, as postagens expuseram o nome e a imagem de uma supervisora da unidade de saúde que não teria qualquer envolvimento com o crime.
O advogado Carlos Eduardo Costa afirmou que sua cliente não teve a intenção de atingir a honra de nenhum profissional da maternidade. De acordo com ele, Daniela enfrentava um forte abalo emocional após impedir a retirada da sobrinha da unidade hospitalar e utilizou as redes sociais para divulgar o caso. A defesa sustenta que as publicações tinham como finalidade chamar a atenção para o ocorrido e contribuir para o esclarecimento dos fatos, negando qualquer intenção de acusar falsamente terceiros.
Por outro lado, a supervisora citada nas postagens registrou boletim de ocorrência e solicitou investigação policial. Segundo a Polícia Civil, as apurações concluíram que a profissional não participou da tentativa de sequestro. Ao comentar o caso, Kelson Almeida, marido da supervisora, afirmou que a esposa continua emocionalmente abalada pela repercussão das publicações. Ele declarou que a exposição gerou preocupações relacionadas à carreira profissional e à segurança pessoal da servidora.
A tentativa de sequestro ocorreu no início de julho, quando uma técnica de enfermagem teria tentado deixar a maternidade levando uma recém-nascida. Conforme a polícia, a ação foi interrompida por Daniela Beatriz, que percebeu a movimentação suspeita e impediu a saída da mulher com o bebê. A suspeita foi presa preventivamente e segue sendo investigada. Paralelamente, o novo inquérito apurou as publicações feitas após o caso e concluiu pelo indiciamento de Daniela. Além da possível responsabilização criminal, a investigação aponta que ela também poderá responder na esfera cível pela divulgação da imagem da supervisora.