A Polícia Civil do Piauí continua investigando a movimentação financeira relacionada ao caso envolvendo Francisco das Chagas Chaves da Silva, conhecido como “Pagode do Chico”, e Kaira Cardoso. Segundo a investigação, Kaira permanece no Paraguai e teria acesso a valores considerados altos, que podem ter ligação com o golpe investigado. A polícia também apura se recursos transferidos para empresas ou terceiros podem ser recuperados e destinados às vítimas após análise da Justiça.
Durante as diligências, investigadores conseguiram identificar um apartamento onde o casal teria morado na região central de Ciudad del Este, no Paraguai. O imóvel fica em uma área valorizada da cidade. Conforme as informações repassadas à polícia, Francisco e Kaira teriam trocado de endereço três vezes. O paradeiro atual de Kaira ainda é procurado pelas autoridades. O delegado Luciano Alcântara, do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), informou que ela também foi indiciada no inquérito.
A polícia solicitou o bloqueio das contas bancárias dos investigados e localizou ainda um apartamento comprado por Francisco na Zona Leste de Teresina. O imóvel ainda não teria sido totalmente pago. De acordo com o delegado, valores encontrados durante a investigação e quantias que forem recuperadas por meio dos bloqueios judiciais poderão ser colocados à disposição da Justiça em uma conta judicial. A definição sobre quanto poderá ser devolvido às vítimas dependerá da análise do processo e da comprovação de que os recursos têm origem no golpe.
Outro ponto investigado é a existência de pessoas que teriam participado dos crimes sem aparecer formalmente nas empresas envolvidas. A polícia identificou um possível sócio oculto ligado a um golpe investigado em Floriano. Segundo as apurações, Francisco também teria repetido a mesma forma de atuação no Distrito Federal, com participação de um empresário cuja identidade não foi divulgada. Ainda conforme o delegado, Francisco tentou assumir sozinho a responsabilidade pelo esquema em um vídeo, mas a investigação aponta que outras pessoas podem ter participado dos crimes. Kaira teria demonstrado interesse em se apresentar às autoridades para defender sua versão, mas, segundo a investigação, isso não teria ocorrido.