Coronel Scheiwann Lopes determina expulsão de cabo acusado de homicídio

Decisão administrativa foi assinada após conclusão de processo disciplinar sem recurso da defesa.

A Polícia Militar do Piauí decidiu expulsar o cabo Valério de Sousa Caldas Neto, investigado pela morte do escrivão da Polícia Civil Alexsandro Cavalcante Ferreira, registrada em setembro de 2023, na cidade de Parnaíba. A decisão administrativa foi oficializada após a conclusão do Conselho de Disciplina aberto para analisar a conduta do militar. Segundo a corporação, não houve apresentação de recurso da defesa dentro do prazo previsto no Código de Ética da PMPI.

O ato foi assinado pelo comandante-geral da Polícia Militar, coronel Scheiwann Lopes, que considerou comprovadas as infrações disciplinares apontadas no processo instaurado pela Portaria nº 695, publicada em outubro de 2023. Conforme a decisão, as condutas atribuídas ao cabo foram classificadas como incompatíveis com a permanência dele nos quadros da corporação, resultando na exclusão “a bem da disciplina”.

  
Cabo Valério de Sousa Caldas Neto, expulso da PM acusado de matar escrivão da Polícia Civil. Reprodução/Redes Sociais
 
 
 


Além do desligamento da instituição, a Polícia Militar determinou o recolhimento de fardamentos, documentos funcionais, armamento e demais materiais pertencentes à corporação que estavam sob posse do policial. A Diretoria de Finanças também recebeu ordem para retirar o nome do militar da folha salarial, enquanto a Diretoria de Gestão de Pessoas ficou responsável pelos registros administrativos relacionados à expulsão.

Segundo denúncia apresentada pelo Ministério Público do Piauí, o cabo é acusado de matar o escrivão Alexsandro Cavalcante Ferreira na noite de 12 de setembro de 2023, nas proximidades da residência da vítima, no Residencial Colina do Alvorada, em Parnaíba. A acusação aponta que o policial civil foi surpreendido ao tentar verificar um veículo estacionado próximo ao local. O Ministério Público afirma ainda que os disparos aconteceram à curta distância e que, após o crime, o acusado teria retirado a arma funcional da vítima da cena do homicídio.