Defesa de técnica de enfermeira nega envolvimento em tentativa de sequestro de bebê em Teresina

Advogados afirmam que Ingrid Ohana colaborou com procedimentos de segurança da maternidade e compareceu à polícia para prestar esclarecimentos.

A defesa da enfermeira supervisora Ingrid Ohana Gomes da Cruz Galvão negou qualquer participação no caso envolvendo a tentativa de retirada de uma recém-nascida da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina. Em nota divulgada nesta quarta-feira (8), os advogados afirmaram que a profissional estava exercendo suas atividades normalmente no momento da ocorrência e colaborou com os procedimentos internos de segurança da unidade.

Segundo a defesa, Ingrid não foi afastada do cargo e decidiu procurar a Delegacia de Polícia de forma voluntária para apresentar informações e contribuir com a investigação. Os advogados afirmam que a enfermeira nunca participou de qualquer ação criminosa e que seu nome teria sido relacionado ao caso de forma indevida após a repercussão do episódio.

  
Polícia Civil prende técnica suspeita de retirar recém-nascida da Evangelina Rosa. Foto: Brunno Suênio/ GP1
 
 
 


A manifestação ocorreu após relatos de familiares da bebê indicarem que uma funcionária da maternidade teria conhecimento sobre a mulher suspeita de tentar retirar a criança da unidade. A defesa afirma que essa associação gerou uma interpretação equivocada sobre a atuação da enfermeira e pede que todos os fatos sejam esclarecidos durante o andamento da investigação.

A Polícia Civil ainda apura todas as circunstâncias do caso e, até o momento, não atribuiu responsabilidade criminal à enfermeira. A maternidade informou que entregou imagens do circuito interno e demais informações solicitadas pelos investigadores. As autoridades seguem analisando os elementos para esclarecer a participação ou não de outras pessoas no episódio.