Delegado alerta sobre Jogo do Tigrinho: plataformas ilegais e programadas para viciar

Plataformas de apostas ilegais são programadas para viciar usuários.

A Polícia Civil do Piauí realizou nesta semana a Operação Laverna, que mirou três influenciadoras de Parnaíba suspeitas de promover o Jogo do Tigrinho, plataformas de apostas ilegais. Segundo o delegado Ayslan Magalhães, os sistemas funcionam sem autorização legal e podem movimentar grandes valores, estimados em cerca de R$ 10 milhões.

O delegado explicou que os jogos dependem exclusivamente da sorte e são diferentes das apostas esportivas, que estão em processo de regulamentação no país. “Essas plataformas funcionam sem fiscalização, muitas vezes ligadas à lavagem de dinheiro, e deixam os usuários sem proteção em caso de fraude”, afirmou Magalhães.

 

Jogo do tigrinho Reprodução/internet
   

As investigadas, Thaisa Costa Machado, Tereza Iva Gomes Freitas e Emília Magalhães Brito, podem responder por crimes de estelionato, organização criminosa, lavagem de dinheiro e divulgação de loteria não autorizada. Os sistemas ofereciam ganhos iniciais para engajar apostadores, mas os prejuízos sempre superam os lucros.

Para prevenir o envolvimento de crianças e jovens com jogos de azar, a Assembleia Legislativa do Piauí recebeu um projeto de lei que propõe o Programa Educacional Fim de Jogo. O objetivo é conscientizar sobre os riscos e incentivar práticas de lazer alternativas, como esportes, cultura e leitura, envolvendo escola, família e sociedade.