O diretor-geral do Campus Picos do Instituto Federal do Piauí (IFPI), Lourelinsol Soares de Sousa, foi afastado preventivamente do cargo após denúncias de suposto assédio moral. A decisão foi publicada em portaria e estabelece o afastamento pelo prazo inicial de 90 dias, período em que será conduzida a investigação administrativa para esclarecer os fatos apresentados contra o gestor.
A apuração foi iniciada após a Corregedoria do IFPI receber a formalização das denúncias e instaurar um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). O procedimento tem o objetivo de verificar as circunstâncias dos relatos e analisar a conduta atribuída ao servidor, que, além de exercer a direção do campus, também faz parte do quadro de professores da instituição. Até a publicação desta reportagem, não havia manifestação pública da defesa de Lourelinsol Soares.
Conforme as informações encaminhadas ao setor responsável pelas investigações, as denúncias apontam que os supostos episódios de assédio moral teriam envolvido estudantes e servidoras da unidade de ensino. Os relatos indicam ainda que as condutas denunciadas teriam ocorrido em razão da posição ocupada pelo diretor dentro da estrutura administrativa do campus. O afastamento foi adotado como medida cautelar para assegurar que a apuração transcorra sem interferências.
Em nota oficial, o Instituto Federal do Piauí informou que o servidor permanecerá afastado durante todo o período das investigações e reforçou que não admite práticas relacionadas a assédio, importunação ou abuso de poder. A instituição destacou que mantém o compromisso com a ética, o respeito e a segurança da comunidade acadêmica, além de orientar estudantes e servidores que enfrentem situações semelhantes a registrarem denúncia por meio da Ouvidoria ou buscarem atendimento junto às equipes multidisciplinares disponíveis nos campi.