A dívida do Colégio CEV, escola ligada à família do governador Rafael Fonteles, caiu de R$ 136 milhões para R$ 11 milhões em apenas cinco dias, sem que houvesse explicação oficial sobre pagamento ou negociação. A informação foi levantada pelos pais de Alice, estudante que morreu nas dependências da escola, durante investigação sobre a legalidade da instituição.
Ao consultarem novamente a Fazenda Nacional, os pais constataram que o débito praticamente não existia mais. Nenhum comunicado oficial foi emitido pelo órgão, o que deixou em aberto a origem da redução. A família do governador continua administrando a escola, mesmo após Rafael Fonteles ter deixado a sociedade.
O episódio levanta dúvidas sobre transparência e privilégios envolvendo instituições ligadas a gestores públicos. A situação chamou atenção pelo tempo extremamente curto em que a dívida foi reduzida e pela falta de detalhes sobre como isso ocorreu.
Em outro caso envolvendo obras públicas, o engenheiro Eric Matheus Maranhão, responsável por atestar a obra do Hospital da Mulher sem que houvesse medições ou paredes erguidas, foi promovido a gerente-geral de Engenharia da FMS na gestão atual da Prefeitura. A obra da Vanguarda Engenharia recebeu milhões de reais, mas ainda permanece incompleta.