Dois meses após a morte da menina Alice Brasil, de 4 anos, a Polícia Civil do Piauí ainda não concluiu o inquérito que investiga as circunstâncias do acidente ocorrido em uma escola particular de Teresina. A informação foi confirmada pela advogada da família da criança, Arielly Pacífico. O caso é conduzido pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).
Alice foi atingida por uma penteadeira dentro da sala de aula, enquanto estava acompanhada de colegas e de uma cuidadora. A menina chegou a ser socorrida por professores e pela direção da escola, mas não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho do hospital. O objetivo da investigação é identificar possíveis responsabilidades pelo ocorrido.
Pouco mais de 30 dias após o acidente, a Polícia Civil pediu a prorrogação do prazo para concluir o inquérito, alegando a necessidade de resultados periciais. Em outubro, o delegado responsável anexou novas diligências e laudos técnicos, incluindo perícias de local e de imagem. Segundo a advogada da família, ainda faltam oitivas de testemunhas que estavam na escola no momento do acidente.
A Polícia Civil informou que as diligências solicitadas pelo Ministério Público continuam em andamento. Enquanto a investigação prossegue, a morte de Alice inspirou dois projetos de lei nos Legislativos Municipal e Estadual, que propõem medidas de segurança em escolas, como a fixação de móveis e objetos pesados, para evitar novos acidentes.