Douglas da DF Trader é solto após decisão da Justiça e usará tornozeleira

O investigado responderá à em liberdade com medidas cautelares.

O fundador do DF Group, Douglas Fonseca Araújo, deixou a prisão na manhã deste domingo (19) após decisão da Justiça que substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares. A partir de agora, o investigado passará a ser monitorado por tornozeleira eletrônica enquanto responde às investigações conduzidas pela Polícia Civil do Piauí. A informação sobre a soltura foi confirmada neste domingo, enquanto os demais envolvidos na operação permanecem, em sua maioria, presos preventivamente.

Douglas é um dos investigados na Operação Mira, deflagrada pela Polícia Civil no último dia 10 para apurar um suposto esquema de estelionato qualificado, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, o grupo teria movimentado aproximadamente R$ 100 milhões em dois anos e provocado prejuízos a mais de 2 mil pessoas. A empresa é suspeita de captar investidores com promessas de rendimentos de até 10% ao mês, percentual considerado incompatível com o mercado financeiro.

  
O dono da empresa, Douglas Fonseca Reprodução
 
 
 

Durante a operação, os policiais cumpriram 10 dos 12 mandados de prisão expedidos pela Justiça, além de quase 20 mandados de busca e apreensão. As equipes recolheram veículos de luxo, relógios, armas de fogo, documentos e contratos que devem auxiliar na investigação. Também foram determinadas a suspensão das atividades do DF Group, o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens vinculados aos investigados. A Polícia Civil informou ainda que a empresa não possuía autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para atuar no mercado de capitais.

Apesar da liberdade concedida a Douglas Fonseca Araújo, a investigação continua em andamento. Permanecem presos Ícaro Teixeira de Sousa, Lucas Soares Coutinho, Eduardo Lima de Sousa, Milena Alves Torres, Viviane Alves da Silva, Caio Guilherme Campelo, Caio Fonseca Araújo, irmão de Douglas, e Jaquenilson Alvino de Sousa Abreu. Já Tharsio Moura Soares de Gusmão segue foragido e é procurado pelas autoridades.