O inquérito da Operação Carbono Oculto 86, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro estimado em R$ 5 bilhões, foi prorrogado no Piauí. A apuração envolve postos de combustíveis que, segundo a polícia, eram usados por integrantes da facção criminosa PCC para movimentar recursos ilegais.
De acordo com o Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), a investigação foi iniciada após a venda da rede de postos HD, em dezembro de 2023, e ganhou força com a deflagração da operação em novembro de 2025. Ao todo, 49 postos foram interditados nos estados do Piauí, Maranhão e Tocantins, sendo 31 em território piauiense.
As investigações apontam que o grupo atuava na importação irregular de combustíveis e realizava fraudes em diferentes fases da produção e da distribuição de gasolina e etanol. Para esconder os responsáveis pelo esquema, eram usados intermediários, empresas de fachada, fundos e plataformas financeiras.
Segundo o DRACO, também há indícios de fraude fiscal, emissão de notas falsas e tentativa de expansão das atividades, incluindo a construção de uma distribuidora de combustíveis às margens da BR-343, entre Teresina e Altos. A polícia informou que ainda não há prazo definido para a conclusão do inquérito.