Empresário preso por agredir esposa em Teresina já tinha processo por violência

Consulta ao Judiciário aponta quatro registros em nome do empresário, incluindo um caso anterior de violência contra a mulher.

O empresário do setor de academias Joel Denis Sousa Silva, preso na terça-feira (11) após ser acusado de agredir a esposa em Teresina, já respondia a um processo relacionado à violência doméstica. A informação consta em uma consulta processual realizada em nome do empresário. Ao todo, foram identificados quatro processos registrados ou em andamento no Judiciário, sendo um deles ligado diretamente a uma ocorrência de violência contra a mulher.

O processo anterior tramita no 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Comarca de Teresina. O procedimento, registrado sob o número 0812016-74.2022.8.18.0140, foi classificado como termo circunstanciado e tem como assunto uma lesão cometida em razão da condição de mulher. O caso teve a primeira movimentação em março de 2022 e a mais recente em fevereiro de 2023. A consulta também mostra outro procedimento criminal, relacionado ao crime de injúria, que tramita no 2º Juizado Especial Criminal de Teresina e teve movimentação mais recente em julho de 2026.

  

Dono de academia preso por agredir a companheira. Reprodução/Redes Sociais

   

A nova ocorrência aconteceu no bairro Lourival Parente, na zona Sul da capital. A Patrulha Maria da Penha foi acionada após receber a denúncia de que uma mulher estaria sendo vítima de violência doméstica. Os policiais foram até o endereço e solicitaram apoio do Batalhão Especial de Policiamento do Interior (BEPI), que participou da prisão em flagrante. Após a abordagem, Joel Denis foi levado para a Casa da Mulher Brasileira e ficou à disposição da Justiça.

Durante a audiência de custódia, a prisão em flagrante foi homologada e transformada em preventiva, após solicitação do Ministério Público. O empresário foi encaminhado para o sistema penitenciário em Altos, na região metropolitana de Teresina. Na audiência, o Ministério Público citou também a existência do processo anterior envolvendo violência contra a mulher e afirmou que outras medidas não seriam suficientes para o caso. A nova denúncia será apurada pela Polícia Civil do Piauí, por meio da Delegacia da Mulher, seguindo os procedimentos previstos na Lei Maria da Penha.