Ex-funcionária de operadora é presa por suspeita de liderar fraudes eletrônicas em Teresina

A investigada integrava grupo que assumia ilegalmente linhas telefônicas para invadir contas bancárias, clonar aplicativos e aplicar.

A Polícia Civil do Piauí prendeu, na quarta-feira (29), em Teresina, Rosana Rodrigues da Silva, ex-funcionária de uma operadora de telefonia investigada por participação em uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas. De acordo com o Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), ela era considerada foragida desde o último dia 15 de julho, quando foi deflagrada a Operação Chip Falso. Conforme a investigação, a suspeita se apresentou espontaneamente às autoridades para cumprir o mandado de prisão.

Segundo o delegado Humberto Mácola, Rosana é apontada como uma das principais responsáveis pela atuação do grupo criminoso. As investigações indicam que ela recrutava pessoas para fornecer documentos, dados pessoais e registros de biometria facial, utilizados para transferir, de forma irregular, a titularidade de linhas telefônicas sem o conhecimento dos verdadeiros proprietários. A partir desse procedimento, os criminosos conseguiam assumir o controle dos números das vítimas e utilizá-los em diferentes tipos de golpes.

  

Suspeita de liderar organização de fraudes eletrônicas presa em Teresina. Reprodução/ Redes Socias

   

As apurações fazem parte da Operação Chip Falso, que desarticulou uma central de fraudes instalada em uma residência no bairro Monte Castelo, na Zona Sul de Teresina. No imóvel, conhecido pelos investigadores como "Casa da Fraude", dez pessoas foram presas. Conforme a Polícia Civil, o grupo coletava documentos, CPFs e informações biométricas para burlar os sistemas de segurança das operadoras de telefonia e efetuar a troca ilegal dos chips das vítimas, prática conhecida como SIM Swap.

Com o controle das linhas telefônicas, os investigados conseguiam receber códigos de autenticação enviados por mensagens de texto, acessar contas bancárias, invadir aplicativos de mensagens e assumir a identidade das vítimas para solicitar transferências financeiras a familiares e amigos. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros integrantes da organização criminosa e apurar a participação de novos envolvidos no esquema, que teria causado prejuízos a vítimas em diferentes estados do país.