Fiscalização encontra produtos sem registro e interdita clínica de estética em Teresina

Fiscalização na Zona Leste encontrou substâncias sem registro na Anvisa, medicamentos vencidos e falhas no descarte de materiais hospitalares; estabelecimento já havia sido vistoriado em 2025.

Uma clínica de estética localizada no bairro de Fátima, na Zona Leste de Teresina, foi interditada pela Gerência de Vigilância Sanitária (Gevisa) nesta quinta-feira (5), após uma fiscalização conjunta com o Conselho Regional de Medicina do Piauí (CRM-PI) e o Ministério Público do Piauí (MPPI). Durante a vistoria, foram encontrados medicamentos vencidos, produtos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e substâncias utilizadas em procedimentos estéticos. O estabelecimento também apresentava irregularidades no funcionamento.


Segundo o CRM-PI, a interdição ocorreu porque a clínica funcionava sem licença sanitária e estava com o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) inativo na Receita Federal. Entre os materiais apreendidos estavam um frasco vazio de substância botulínica, ampolas de glicose hipertônica, agulhas de insulina, canetas emagrecedoras e soluções injetáveis destinadas a ambientes médicos e hospitalares. Os fiscais também identificaram produtos divulgados como chips indutores para produção de tirzepatida, que não possuíam registro na Anvisa.


A fiscalização encontrou ainda problemas na divulgação dos serviços oferecidos pela clínica. O estabelecimento foi autuado por propaganda considerada enganosa nas redes sociais, devido a anúncios de procedimentos e serviços de saúde. Outra irregularidade identificada foi a ausência de equipamentos adequados para o descarte de materiais perfurocortantes, além do descarte incorreto de resíduos produzidos durante os atendimentos. Os órgãos também verificaram quais profissionais realizavam os procedimentos e se possuíam habilitação para executar os serviços anunciados.


De acordo com o CRM-PI, a clínica já havia sido fiscalizada em abril de 2025, durante uma ação realizada pelo conselho em parceria com o Procon, órgão vinculado ao Ministério Público. A vistoria anterior fazia parte de um acordo de cooperação entre as instituições para combater o exercício ilegal da medicina em estabelecimentos de Teresina. Até a última atualização das informações, não havia manifestação da clínica sobre a interdição e as irregularidades identificadas.