A Polícia Civil do Piauí concluiu o inquérito que investigou José Cleuton da Silva, de 48 anos, preso sob suspeita de gravar e comercializar vídeos de relações sexuais sem o consentimento das vítimas. O relatório final foi encaminhado à Justiça na terça-feira (30), com o indiciamento do investigado por crimes previstos no Código Penal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Segundo o Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), José Cleuton utilizava um celular escondido dentro de uma pasta adaptada para registrar, de forma clandestina, os encontros íntimos. As investigações apontam que parte do material era posteriormente comercializada por meio de um esquema automatizado em um aplicativo de mensagens.
De acordo com o delegado Luciano Alcântara, o investigado foi indiciado pelos crimes de divulgação de cenas de sexo sem consentimento e favorecimento da exploração sexual de adolescentes, além do artigo 241-A do ECA, que trata da divulgação e compartilhamento de conteúdo pornográfico envolvendo crianças ou adolescentes.
A Polícia Civil identificou, até o momento, seis vítimas. Conforme a investigação, quatro delas eram menores de 18 anos quando os fatos ocorreram, há mais de uma década.
"Das seis vítimas que nós colhemos os depoimentos, na época dos fatos, elas eram menores de 18 anos. Acabou respondendo por divulgação de cenas de sexo sem autorização envolvendo adolescentes. Das seis, quatro eram menores e duas maiores de idade. Responde também pelo crime de exploração sexual de adolescentes, tendo em vista que há um favorecimento financeiro dele após relação sexual dele com pelo menos duas das vítimas", afirmou o delegado Luciano Alcântara.
José Cleuton foi preso em 29 de maio deste ano. As investigações apontaram que ele adaptou uma pasta com um furo e um suporte para esconder o celular e gravar as relações sexuais sem que as vítimas percebessem. O caso agora segue para análise da Justiça, que decidirá sobre o recebimento da denúncia e o andamento da ação penal.