Jovem conhecida como “Princesinha” é apontada como autora da morte de Rafaella Cabral

Polícia Civil prendeu três suspeitos durante operação em Teresina e investiga a participação de integrantes de uma facção criminosa no assassinato da blogueira de 22 anos.

Uma adolescente conhecida como “Princesinha” é apontada pela Polícia Civil como a responsável pelos disparos que mataram a blogueira Rafaella Freire Cabral, de 22 anos, em setembro, no Clube dos Engenheiros, no bairro Satélite, zona Leste de Teresina. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (9) pela delegada Nathalia Figueiredo, do Núcleo de Feminicídio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo a investigação, a jovem teria ligação com a facção criminosa Bonde dos 40 e ocuparia uma posição de destaque no grupo.

De acordo com a delegada, antes do homicídio houve uma discussão no clube envolvendo o namorado de Rafaella e pessoas que estavam em outra mesa. O desentendimento teria começado por causa do uso de uma tomada e evoluído para uma briga física. Na sequência, Catarina da Silva, apontada como integrante da facção, teria discutido com a vítima e fotografado Rafaella, enviando a imagem ao grupo investigado. A polícia afirma que imagens e depoimentos indicam que a blogueira foi levada até o local onde acabou baleada. A apuração também considera publicações feitas pela vítima nas redes sociais nos dias anteriores, que podem estar relacionadas aos desentendimentos.

Três pessoas foram presas temporariamente, suspeitas de participação no crime: Catarina Silva, Manoel Messias, namorado dela, e Sérgio Eduardo, apontado como motorista do veículo utilizado na ação. Durante a operação, foram cumpridos nove mandados judiciais e apreendidos cerca de 20 quilos de skunk, um tipo de maconha, além do automóvel investigado. Segundo o delegado Charles Pessoa, a droga pode valer mais de R$ 500 mil. A polícia apura se o carro era alugado e suspeita que o veículo também fosse usado para transportar entorpecentes e dar apoio a ações criminosas.

As investigações indicam a atuação de um grupo com divisão de tarefas, suspeito de envolvimento com tráfico de drogas, homicídios, ameaças a moradores e julgamentos clandestinos conhecidos como “tribunal do crime”. Outra adolescente que já era procurada pelo Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) também foi apreendida durante a operação. A Polícia Civil continua investigando a participação de outros envolvidos, incluindo Rômulo Raphael dos Santos Morais, apontado como liderança de uma facção criminosa e que, segundo informações divulgadas, está entre os suspeitos procurados. A corporação não descarta outras linhas de investigação e mantém parte das informações sob sigilo para não comprometer novas diligências.