Jovem executado dentro de casa em José de Freitas havia deixado prisão há dois meses

Advogado afirma que Francisco Wanderson foi absolvido em três processos; grupo armado invadiu residência e executou a vítima durante a madrugada.

Francisco Wanderson do Nascimento Rego, de 27 anos, morto a tiros após ter a residência invadida na madrugada desta terça-feira (28), em José de Freitas, no Centro-Norte do Piauí, havia deixado o sistema prisional há cerca de dois meses. Segundo o advogado que o representou no Tribunal do Júri, Udilisses Bonifácio, o jovem permaneceu preso por aproximadamente oito meses, mas foi colocado em liberdade após ser absolvido pela Justiça nos processos em que era investigado.

De acordo com a defesa, Francisco Wanderson chegou a ser preso em três ocasiões e respondia por acusações relacionadas a dois homicídios e ao crime de tráfico de drogas. Um dos casos investigava um assassinato ocorrido durante uma festa em José de Freitas, há mais de cinco anos. Outro processo estava relacionado à morte de um detento conhecido como "Colate", registrada na Delegacia de José de Freitas após a prisão da vítima. Conforme o advogado, em todas as ações judiciais o jovem foi absolvido por falta de provas e nunca confessou participação nos crimes. "Os jurados entenderam que ele era inocente", afirmou o defensor.

  
Homem é executado dentro de casa em José de Freitas. Reprodução
 
 
 

O homicídio aconteceu por volta das 3h30, no bairro Santa Rosa. Conforme informações preliminares da Polícia Militar, pelo menos seis homens chegaram ao local em uma caminhonete branca, usando roupas semelhantes às da Polícia Civil e coletes balísticos. Antes da execução, o grupo teria rendido familiares da vítima na casa da mãe dele e, em seguida, seguiu até o imóvel onde Francisco Wanderson estava. Os criminosos invadiram a residência e efetuaram diversos disparos, que atingiram principalmente a cabeça da vítima. O jovem morreu ainda no local, antes da chegada do socorro.

Após o crime, os suspeitos fugiram e, até o momento, não foram identificados. A Polícia Militar realizou o isolamento da área para o trabalho da perícia, enquanto a Polícia Civil iniciou as investigações para esclarecer a autoria e a motivação da execução. O caso será apurado por meio de inquérito policial, que deverá reunir depoimentos de testemunhas e outras provas para identificar os responsáveis pelo homicídio.