Jovem investigado por “grau” é alvo de nova fase da Operação Rolezinho

Investigação aponta que jovem divulgava manobras arriscadas nas redes sociais e realizava práticas em áreas de grande circulação na capital.

A Secretaria de Segurança Pública do Piauí realizou, nesta quarta-feira (17), mais uma fase da Operação Rolezinho e cumpriu um mandado de busca e apreensão contra um jovem investigado por promover manobras perigosas com motocicleta em vias públicas de Teresina. A ação foi executada de forma integrada por equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar, com foco no combate a práticas que colocam em risco motoristas, pedestres e passageiros.

Segundo as investigações, o suspeito, identificado pelas iniciais R.A.S., costumava realizar apresentações irregulares em pontos movimentados da cidade, especialmente na Avenida Presidente Kennedy, na região da Piçarreira. Entre as condutas registradas estavam o deslocamento da motocicleta sobre apenas uma roda e outra manobra em que o condutor permanece em pé sobre o veículo em movimento, aumentando o risco de acidentes.

  
Jovem apreendido durante Operação Rolezinho. Ascom/SSP
 
 
 


As apurações começaram após a análise de vídeos publicados pelo próprio investigado em plataformas digitais. De acordo com a polícia, as imagens alcançavam grande número de visualizações e mostravam as manobras sendo realizadas em áreas próximas a escolas, unidades de saúde, paradas de ônibus e regiões residenciais. Durante as diligências, os agentes também identificaram irregularidades na motocicleta utilizada, incluindo alterações em itens de identificação, modificações em equipamentos obrigatórios e adaptações que dificultariam o reconhecimento do veículo por sistemas de monitoramento.

Com base nas provas reunidas, o investigado poderá responder por direção perigosa, adulteração de sinal identificador de veículo, condução sem habilitação, perturbação do sossego e apologia ao crime, além de outras infrações ainda analisadas pela polícia. A Justiça determinou medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar durante a noite e a proibição de obter a Carteira Nacional de Habilitação pelo período de um ano. A operação contou com a participação da Superintendência de Operações Integradas (SOI), da Gerência de Operações e Investigações Criminais (GOIC) e da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP).