Juíza mantém prisão domiciliar de Tatiana Medeiros por crimes ligados a organizações criminosas

Alandilson Passos, namorado da vereadora segue em preso em presídio de MG.

A juíza Júnia Maria Feitosa Bezerra Fialho, da 01ª Zona Eleitoral de Teresina, manteve nesta quinta-feira (21) as prisões cautelares da vereadora Tatiana Medeiros, em regime domiciliar, e de seu namorado Alandilson Cardoso Passos, que permanece em unidade prisional em Minas Gerais. O caso envolve nove denunciados por crimes como organização criminosa e lavagem de dinheiro e segue em fase processual avançada, aguardando respostas defensivas.

O processo teve início com denúncia do Ministério Público Eleitoral, recebida em 20 de maio de 2025. A ação aponta múltiplos delitos cometidos pelos réus, exigindo uma investigação complexa devido à gravidade dos crimes e à quantidade de envolvidos, o que prolonga o andamento do processo sem caracterizar atraso ilegal do Judiciário.

 

Vereadora Tatiana Medeiros (PSB). Reprodução
   

Durante a tramitação, um dos acusados, Stênio Ferreira Santos, pediu que a acusação de organização criminosa fosse retirada, alegando participação eventual. O pedido foi rejeitado, mas ele teve acesso integral às comunicações de seu celular e parcial às conversas em aparelhos de terceiros. Outros réus, como Alandilson Passos e Maria Odélia de Aguiar Medeiros, não apresentaram resposta no prazo, o que gerou nova intimação com advertência de multa e notificação à OAB em caso de nova omissão.

A decisão de manter as prisões se baseou no risco gerado pela liberdade dos acusados e na gravidade das condutas. Tatiana Medeiros teve a prisão convertida para domiciliar em junho de 2025 por problemas de saúde, enquanto Alandilson foi incluído no Regime Disciplinar Diferenciado após indícios de falta grave durante comunicação com Tatiana, mesmo em estados diferentes. O cumprimento do prazo de reanálise de 90 dias não garante soltura automática, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal.