Justiça decreta nova prisão de ex-diretor de creche acusado de estuprar crianças em Timon

A decisão foi proferida nesta quarta-feira (8), após o investigado romper a tornozeleira eletrônica e fugir.

A Justiça do Maranhão decretou novamente a prisão preventiva de Alberto Luiz Freitas Monção, ex-diretor-adjunto de uma creche em Timon, acusado de estupro de vulnerável contra crianças atendidas pela instituição. A decisão foi proferida nesta quarta-feira (8), após o investigado romper a tornozeleira eletrônica e fugir.

  

Alberto Luiz Freitas Monção, ex-diretor-adjunto de uma creche em Timon. Foto: Reprodução.

   

De acordo com a Polícia Civil do Maranhão, equipes realizam diligências desde que o equipamento de monitoramento eletrônico foi desativado pelo suspeito. Até o momento, ele não foi localizado.

Alberto Luiz havia deixado a prisão no dia 15 de junho, por decisão do juiz Rogério Monteles da Costa, que substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares. Entre elas estavam o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar no período noturno, afastamento das funções públicas, proibição de frequentar a creche onde trabalhava e de manter contato com vítimas e testemunhas.

A Justiça revogou a prisão preventiva ao entender que houve excesso de prazo para a conclusão do inquérito policial e para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público.

Na decisão, o magistrado destacou que a denúncia não foi apresentada dentro do prazo legal e que a prorrogação das investigações ultrapassou o limite previsto no Código de Processo Penal. Apesar da liberdade, Alberto Luiz deveria cumprir uma série de medidas cautelares, que agora foram descumpridas com a fuga.

Alberto Luiz Freitas Monção foi preso em maio deste ano durante uma operação da Delegacia Especializada da Mulher de Timon, suspeito de cometer diversos crimes de estupro de vulnerável dentro da creche onde trabalhava, localizada na Vila João Reis.

Segundo a Polícia Civil, imagens do circuito interno de segurança mostram o então diretor-adjunto retirando crianças da sala de aula e conduzindo-as a um depósito próximo à diretoria, único ambiente da unidade sem monitoramento por câmeras. Conforme a investigação, ele permanecia no local por alguns minutos e, ao deixar o depósito, entregava presentes às crianças.

Os investigadores também apontam que o suspeito afastava a funcionária responsável pela turma antes de levar as vítimas ao depósito. Pais relataram que as crianças passaram a apresentar dores e mudanças de comportamento, o que levou ao aprofundamento das investigações.

Com o rompimento da tornozeleira eletrônica e o descumprimento das medidas impostas pela Justiça, a prisão preventiva foi restabelecida. A Polícia Civil segue realizando buscas para localizar e prender o investigado.