Justiça prorroga prisão do dono da DF Group e de mais 10 investigados no Piauí

Decisão também mantém presos dez funcionários investigados; empresa é alvo de apuração sobre supostas fraudes em investimentos.

A Justiça do Piauí determinou, nesta terça-feira (14), a prorrogação das prisões temporárias do empresário Douglas Fonseca Araújo, proprietário e CEO da DF Group, e de outros dez investigados na operação que apura um suposto esquema de fraudes envolvendo investimentos em Teresina. A medida mantém detidos os suspeitos enquanto a Polícia Civil e a Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP-PI) dão continuidade às investigações sobre a atuação da empresa, que é alvo de mais de 100 boletins de ocorrência registrados por clientes.

Além de Douglas Fonseca Araújo, permanecem presos Ícaro Teixeira de Sousa, Milena Alves Torres, Viviane Alves da Silva, apontada como gerente da empresa, Eduardo Lima de Sousa, Jaquenilson Alvino de Sousa Abreu, Janda Maira de Sousa Silva, Caio Guilherme Campelo, Caio Fonseca Araújo, Vitória Gabriel Conceição Fonseca Araújo e Lucas Soares Coutinho. Segundo a investigação, todos possuem ligação com a DF Group e são suspeitos de integrar a estrutura responsável pelas atividades investigadas.

  
Justiça mantém presos dono da DF Group e funcionários em investigação por fraudes. Reprodução
 
 
 


A operação foi conduzida pela Superintendência de Operações Integradas (SOI), vinculada à SSP-PI, que cumpriu mandados de prisão, busca e apreensão em diferentes endereços da capital. As equipes estiveram na sede da empresa, localizada no edifício Eurobusiness, na Avenida Raul Lopes, zona Leste de Teresina, além de outros imóveis. Durante a ação, também foram executadas medidas cautelares, como o bloqueio de contas bancárias, apreensão de veículos, suspensão das atividades comerciais da empresa e cumprimento de oito mandados de busca e apreensão autorizados pela Central de Inquéritos de Teresina.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, as investigações indicam que o grupo utilizava uma estrutura organizada para aplicar supostas fraudes eletrônicas, obter vantagens financeiras e ocultar a origem dos recursos movimentados. A apuração continua para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a análise do caso. Dos 12 mandados de prisão expedidos pela Justiça, apenas Tharsio Moura Soares de Gusmão ainda não foi localizado e permanece foragido, enquanto as equipes de segurança seguem realizando diligências para cumprir a ordem judicial.