Mãe e filho são presos por suspeita de participação em homicídio na zona Norte de Teresina

Polícia Civil aponta que a mulher teria iniciado a discussão que antecedeu a morte de Davi Edson Tertuliano, conhecido como Davi Papagaio; filho já estava preso por outro caso.

A Polícia Civil cumpriu, nesta sexta-feira (9), mandados de prisão contra uma mulher e o filho dela, investigados por suspeita de envolvimento na morte de Davi Edson Tertuliano, de 44 anos, conhecido como Davi Papagaio. O crime ocorreu em 17 de julho, no bairro Buenos Aires, zona Norte de Teresina. Segundo o Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), a mulher teria participado da discussão que antecedeu os disparos contra a vítima. O filho já estava no sistema prisional por suspeita de envolvimento em outro homicídio.

De acordo com o delegado Genival Vilela, responsável pelas apurações, imagens analisadas pelos investigadores indicam que a mulher teria ido atrás de Davi durante um desentendimento e puxado uma faca. Na sequência, conforme a investigação, o filho dela e um adolescente teriam atirado contra o homem. Em depoimento, a mulher negou saber que os dois pretendiam matar a vítima. A polícia busca esclarecer a participação de cada suspeito nos acontecimentos que levaram ao assassinato.

O adolescente foi apreendido em 18 de julho, um dia depois do crime, e confessou ter efetuado os disparos, segundo a Polícia Civil. Inicialmente, as gravações obtidas pelos investigadores mostravam apenas o jovem atirando contra Davi. Com o avanço das diligências e a análise de outros registros, os policiais identificaram possíveis envolvidos na ocorrência. O adolescente afirmou que a ação teria sido motivada por um desentendimento anterior relacionado à mãe de um amigo.

O filho da mulher já havia sido preso por suspeita de participação em outro homicídio ocorrido no mesmo dia, pouco depois da morte de Davi. O mandado cumprido nesta sexta-feira está relacionado à investigação desse segundo caso, conforme as informações divulgadas. A Polícia Civil também apura o envolvimento de outras pessoas e continua reunindo provas para esclarecer as circunstâncias do crime. O caso está sob responsabilidade do DHPP.