Uma auxiliar de escritório de 33 anos denunciou estar sendo perseguida há quase dez anos em Teresina. Com medo, a mulher preferiu não se identificar e afirmou que já registrou 22 boletins de ocorrência contra o suspeito, identificado como Josivan da Silva Nascimento. Segundo ela, o homem chegou a ser preso em 2018 após descumprir uma medida protetiva, mas voltou a persegui-la após ser solto.
De acordo com a vítima, o caso mais recente aconteceu nesta quarta-feira (6), na região do Parque Piauí, zona Sul da capital. Ela relatou que estava saindo do trabalho quando o suspeito apareceu e bateu na motocicleta dela. A mulher contou que gritou por socorro, mas não recebeu ajuda de pessoas que estavam no local. A ocorrência foi registrada na Casa da Mulher Brasileira.
A vítima afirmou que as perseguições começaram em 2016, quando passou a trabalhar na mesma empresa que o suspeito. Segundo ela, no ano seguinte ele passou a fazer ameaças de morte dentro do ambiente de trabalho. A mulher disse ainda que já precisou pedir demissão, mas as ameaças continuaram. Conforme o relato, o homem teria ido até a residência dela, quebrado telhas e feito perseguições com armas brancas e pedaços de madeira.
A perseguição também acontece pela internet, segundo a vítima, com a criação de perfis falsos para tentar contato. A mãe da auxiliar de escritório relatou que enfrenta crises de ansiedade e medo constante por causa da situação. O crime de stalking, previsto no artigo 147-A do Código Penal desde 2021, prevê pena de seis meses a dois anos de prisão, além de multa, podendo ser agravado em casos envolvendo mulheres.