O policial militar Thiago Sousa Nogueira Rêgo é investigado por suspeita de invadir uma residência, perseguir e ameaçar convidados com uma arma de fogo após uma festa de aniversário em uma propriedade particular, em Prata do Piauí, a 129 km de Teresina.
O caso inicialmente era acompanhado pelo promotor de Justiça Ari Martins Alves Filho, da Promotoria de Justiça de Barro Duro. No entanto, após a identificação de possíveis indícios de crime militar, o procedimento foi encaminhado para análise da Promotoria de Justiça Militar de Teresina.
Segundo denúncia anônima encaminhada ao Ministério Público do Piauí (MPPI), o policial teria chegado ao local da comemoração por volta de 1h do dia 31 de maio de 2026. Conforme os relatos apresentados ao órgão, Thiago estava à paisana, armado e segurava um copo de bebida alcoólica.
Ainda de acordo com a denúncia, o comportamento do policial teria assustado os convidados, que decidiram trancar a residência e apagar as luzes após ele deixar o local.
Pouco tempo depois, o policial teria retornado em um carro particular ao perceber que algumas pessoas estavam do lado de fora da casa. Os convidados teriam entrado novamente na residência, enquanto Thiago, segundo a denúncia, passou a gritar e exigir que o portão fosse aberto, além de dar socos na estrutura.
Os presentes acionaram a Polícia Militar pelo número 190 por volta das 3h36. Não há informação, no procedimento citado, de que uma equipe tenha sido enviada ao local para atender à ocorrência.
Após o policial deixar a área novamente, alguns convidados decidiram ir embora. Conforme a denúncia, Thiago teria seguido parte deles pelas ruas da cidade, realizando manobras perigosas com o veículo e exibindo uma arma de fogo durante o trajeto.
Corregedoria abriu sindicância
O caso também foi encaminhado à Corregedoria da Polícia Militar, que determinou a abertura de uma sindicância para apurar a conduta do policial.
Segundo informações prestadas ao MPPI, a apuração identificou indícios de crime militar, levando à instauração de um Inquérito Policial Militar (IPM).
Diante da existência da investigação na esfera militar, o promotor Ari Martins Alves Filho determinou o arquivamento da Notícia de Fato que tramitava na Promotoria de Justiça de Barro Duro.
Com isso, o caso seguirá sob análise da Promotoria de Justiça Militar de Teresina. As suspeitas ainda serão apuradas e não há, até o momento, conclusão definitiva sobre a responsabilidade do policial pelos fatos.