PM foi executado em conveniência após brigar por lugar em fila, diz DHPP

O delegado explicou ainda que o crime trata-se de um homicídio qualificado e não latrocínio (roubo seguido de morte).

Nesta segunda-feira (05), o delegado Barêtta, coordenador do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em entrevista a imprensa detalhou os últimos momentos do policial militar Agamenon Dias Freitas Júnior, morto durante uma briga em um posto de combustíveis, em Teresina, na madrugada desse domingo (04).

  

Delegado Francisco Costa, o Barêtta Foto: Reprodução

   

“Segundo o que foi apurado, o policial militar chegou no posto, foi à loja de conveniência juntamente com um amigo para comprar batatinha e quando ele estava na fila chegou um menor de idade e furou a fila. O PM reclamou, o menor xingou ele, houve a discussão e o PM fez menção de puxar a arma, os outros interviram e acabou aí”, disse.

Ainda conforme Barêtta, os acusados seguiram o policial até o carro e começaram a agredi-lo verbalmente, o que levou o PM a efetuar um disparo que atingiu a namorada de Tiago Rocha Santiago, apontado como autor dos disparos que mataram Agamenon. “O policial se dirigiu ao carro junto com o amigo para ir embora, esses indivíduos acompanharam ele e começaram a agredi-lo com palavras, tacando a mão no carro, foi quando o PM sacou a arma e efetuou um disparo que atingiu a perna da namorada do Tiago que foi o indivíduo que tomou a arma dele e efetuou os disparos”, contou.

“Antes disso, ele foi agredido com socos e pontapés e o amigo disse que foi tentar ajudar quando um o pegou por trás, deu um mata leão e outro deu soco no rosto dele. Chutaram tanto ele no chão que ele desfaleceu, e não viu mais nada”, afirmou Barêtta. Até o momento três adultos foram presos e dois adolescentes apreendidos: Tiago Rocha Santiago, 29 anos, (atirador); Wicloas Neves Portela, 20 anos; Pedro Vitor Cardoso da Silva; I. M. dos S. S., 17 anos (pivô da briga); M. J. da S. C., 16 anos.

O delegado explicou ainda que o crime trata-se de um homicídio qualificado e não latrocínio (roubo seguido de morte). “Temos um crime de homicídio qualificado em concurso material com crime de furto. Não foi um latrocínio porque a intenção inicial deles não era roubar a arma, e sim tirar a vida do policial, isso não temos dúvidas. Esse levantamento foi muito bem feito”, afirmou Barêtta.