Nesta segunda-feira (05), o delegado Barêtta, coordenador do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em entrevista a imprensa detalhou os últimos momentos do policial militar Agamenon Dias Freitas Júnior, morto durante uma briga em um posto de combustíveis, em Teresina, na madrugada desse domingo (04).
“Segundo o que foi apurado, o policial militar chegou no posto, foi à loja de conveniência juntamente com um amigo para comprar batatinha e quando ele estava na fila chegou um menor de idade e furou a fila. O PM reclamou, o menor xingou ele, houve a discussão e o PM fez menção de puxar a arma, os outros interviram e acabou aí”, disse.
Ainda conforme Barêtta, os acusados seguiram o policial até o carro e começaram a agredi-lo verbalmente, o que levou o PM a efetuar um disparo que atingiu a namorada de Tiago Rocha Santiago, apontado como autor dos disparos que mataram Agamenon. “O policial se dirigiu ao carro junto com o amigo para ir embora, esses indivíduos acompanharam ele e começaram a agredi-lo com palavras, tacando a mão no carro, foi quando o PM sacou a arma e efetuou um disparo que atingiu a perna da namorada do Tiago que foi o indivíduo que tomou a arma dele e efetuou os disparos”, contou.
“Antes disso, ele foi agredido com socos e pontapés e o amigo disse que foi tentar ajudar quando um o pegou por trás, deu um mata leão e outro deu soco no rosto dele. Chutaram tanto ele no chão que ele desfaleceu, e não viu mais nada”, afirmou Barêtta. Até o momento três adultos foram presos e dois adolescentes apreendidos: Tiago Rocha Santiago, 29 anos, (atirador); Wicloas Neves Portela, 20 anos; Pedro Vitor Cardoso da Silva; I. M. dos S. S., 17 anos (pivô da briga); M. J. da S. C., 16 anos.
O delegado explicou ainda que o crime trata-se de um homicídio qualificado e não latrocínio (roubo seguido de morte). “Temos um crime de homicídio qualificado em concurso material com crime de furto. Não foi um latrocínio porque a intenção inicial deles não era roubar a arma, e sim tirar a vida do policial, isso não temos dúvidas. Esse levantamento foi muito bem feito”, afirmou Barêtta.