O prefeito eleito de Nova Olinda do Maranhão (MA), Ary Menezes (PP), se entregou à Polícia Federal (PF) no último domingo (15) após ser apontado como suspeito de envolvimento em um esquema de compra de votos.
Ary Menezes estava foragido desde a Operação Cangaço Eleitoral, deflagrada na última quinta-feira (12). Menezes é um dos principais alvos da investigação, que tem como objetivo desarticular um esquema de corrupção eleitoral no município, localizado a 350 km de São Luís.
Segundo a PF, o esquema consistia no aliciamento de possíveis eleitores por meio de ofertas em dinheiro e materiais de construção. As investigações apontam que os eleitores que recusavam as propostas de compra de votos eram alvos de ameaças e intimidações, incluindo ameaças com armas de fogo.
A PF aponta fortes indícios de crimes como compra de votos, intimidação, extorsão qualificada, desvio de recursos públicos, formação de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Quatro mandados de prisão temporária e nove de busca e apreensão foram expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Maranhão e cumpridos pelos agentes federais.
Foram detidos o vice-prefeito eleito, Ronildo da Farmácia (MDB), além do sogro de Ary e da secretária de finanças da cidade.
O prefeito eleito não foi localizado na data. Ele só se apresentou no domingo, na sede da Polícia Federal em São Luís, acompanhado de seu advogado.
Mandados de busca e apreensão também foram cumpridos nas cidades de São Luís e Cantanhede em busca de mais evidências de crimes eleitorais. Segundo a PF, as investigações indicam que recursos públicos federais podem ter sido utilizados no esquema de compra de votos.