O vereador de Teresina e vice-presidente estadual do PT, Dudu Borges, saiu em defesa de uma postura mais equilibrada dentro do partido diante da polêmica envolvendo o ex-prefeito de Cajueiro da Praia, Felipe Ribeiro, e outros gestores que declararam apoio ao senador Ciro Nogueira (PP). Em fala recente, Dudu deixou clara sua discordância em relação à condução do caso pelo presidente estadual da sigla, deputado Fábio Novo.
Dudu reconheceu que a fidelidade partidária é cláusula estatutária inegociável no PT, mas ponderou que não se pode agir com radicalismo. “A gente não pode exacerbar, começar a tacar fogo no mundo. Isso não ajuda o partido a vencer eleições”, afirmou.
Ele questionou se o partido tem clareza sobre apoios de gestores de outras siglas: “Temos a radiografia de quantos prefeitos do PSD ou do MDB votam no Ciro? Não. Mas sabemos quantos são do PT. E só a gente vai caçar todos?”, questionou.
Segundo Dudu, o PT precisa entender o jogo político mais amplo, especialmente com vistas às eleições de 2026. “O Lula precisa ampliar sua margem de votos. Para isso, vamos ter que conversar com o centro e até com parte da direita. Não se vence eleição isolado”, alertou.
Ele também defendeu o papel institucional do governador *Rafael Fonteles*, lembrando que ele governa para todos os 224 municípios, não apenas para os filiados ao PT. “Não é porque o prefeito é de outro partido que ele vai deixar de receber investimento do Estado”, completou.