Os deputados estaduais definiram, nesta segunda-feira (3), a realização de apenas uma sessão presencial por semana na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) até o primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. A decisão foi tomada em reunião entre o presidente da Casa, Severo Eulálio (MDB), e os líderes de bancada, durante o retorno das atividades legislativas após o recesso do meio do ano.
As cinco sessões ordinárias serão mantidas, mas apenas as de terça-feira terão presença obrigatória dos parlamentares. Nos demais dias, os trabalhos ocorrerão em formato híbrido, permitindo participação presencial e virtual.
Segundo Severo Eulálio, o acordo foi construído com os deputados para garantir o andamento das votações sem prejudicar a campanha eleitoral.
"Vamos continuar durante todo o ano fazendo esse esforço concentrado para que os parlamentares estejam presencialmente durante o máximo de sessões possível, mas, em especial, às terças-feiras. Esse entendimento foi dialogado com todos os pares e essa foi a corrente majoritária", afirmou.
O presidente da Alepi destacou ainda que a prioridade será manter a tramitação das matérias consideradas mais importantes. "Nós faremos todo esforço para não comprometer a apreciação das matérias consideradas importantes."
O deputado Rubens Vieira (PT) afirmou que o entendimento preserva o funcionamento da Assembleia durante o período eleitoral.
"Embora a gente esteja em campanha, não pode deixar de estar na Assembleia votando as matérias importantes para a população. A gente decidiu reservar esse tempo para as sessões e, depois, seguir para o interior."
Além da definição do calendário, os parlamentares já começaram a discutir a pauta legislativa do segundo semestre. O deputado Henrique Pires (MDB) informou que pretende propor, na próxima semana, uma audiência pública para discutir os descontos irregulares em benefícios do INSS, tema que, segundo ele, afeta diretamente aposentados e pensionistas piauienses.
"A Assembleia produz leis, mas também tem o papel de fiscalizar. Vamos discutir esse problema com o INSS, sindicatos e os órgãos responsáveis."