Antônio José Lira rebate processo e faz novas acusações contra Petrus Evelyn

Ex-vereador nega acusações e reafirma declarações após queixa-crime.

O ex-vereador Antônio José Lira se manifestou após ser processado pelo vereador Petrus Evelyn por supostos crimes de calúnia, injúria, difamação e ameaça. A ação foi apresentada no início de abril e tem como base declarações feitas por Lira durante uma entrevista concedida no fim de março.

Segundo o processo, as falas do ex-parlamentar incluíram críticas diretas ao vereador, com uso de termos considerados ofensivos. A defesa de Petrus Evelyn alega que as declarações ultrapassaram os limites da liberdade de expressão, motivando o ingresso da queixa-crime na Justiça.

  

Vereador Petrus Evelyn e ex-vereador Antônio José Lira. Reprodução
   

Em resposta, Antônio José Lira negou ter cometido qualquer crime e afirmou que mantém todas as declarações feitas anteriormente. Ele também voltou a criticar o vereador e declarou que a ação judicial teria motivação midiática. Durante o posicionamento, Lira fez novas acusações, incluindo a alegação de que o parlamentar estaria à frente de uma suposta atuação digital irregular, sem apresentar provas públicas.

O caso ainda está em fase inicial e será analisado pelo Judiciário. Até o momento, não há decisão sobre o mérito das acusações. A tramitação deve incluir a análise das declarações, das provas apresentadas e das manifestações das partes envolvidas.

Veja o pronunciamento de Antônio José Lira:

Queixa-crime, denunciar na polícia e ingressar no Ministério Público, ocupando instituições, seria para proveito midiático, é a marca desse picareta contumaz. Termos ofensivos? Logo ele? Já agrediu desembargadores, juízes, delegados, imprensa, governador, prefeito, famílias, logo ele para falar em termos ofensivos?

Ele foi eleito, falei sim, enganando a população de Teresina, passando uma imagem de homem correto, justo, e veja: criticou gabinete de vereadores, muitos assessores, muita verba, e hoje o gabinete dele está lotado; o salário de R$ 26.500,00 de um vereador de Teresina era um crime, hoje? Cai na continha dele normalmente, nunca reclamou; criticava a verba indenizatória e hoje já foi pego no flagra montando empresas de assessores, fora as rachadinhas das próprias verbas indenizatórias.

Conclusão: são as escolhas dele, diferente do que pregou a sociedade. Quanto a ser usuário de crack? Ora, quem falou foi ele, tirei a informação de um diário dele, feito por ele mesmo quando se passou por um personagem, onde atacava o povo piauiense.

Quanto a ser ameaçado: se fosse em outro estado, ele não voltaria com diploma de vereador de capital, porém, o Piauí é um povo da paz. Ele tem tudo para ser eleito agora deputado estadual, pois só tem três pessoas nesse estado que não têm medo desse lixo: Antônio José Lira, vereadora Samantha e o líder comunitário Rafael Dias, e mais ninguém. Já fez tudo nesse estado, se eu o pararia, teve a sorte de eu não ir para a Câmara, foi por pouco.

Veja: em Piripiri, ele ataca o deputado Marden e a prefeita Jôve, passa a ter público; em Parnaíba, ataca a atuante deputada Gracinha, passa a ter público; em Picos, ataca a indicação do prefeito Pablo de fazer a esposa deputada (direito dele), o picareta passa também a ter o público dele.

É uma organização criminosa digital que ninguém está enxergando. Portanto, com o Antônio José Lira, ele encontra a forma do pé.

Resumo: a sorte dele, repito, foi eu não ter ido para Câmara, pois em 30 dias, no máximo, eu desmoralizava esse lixo.

E a CPI da Águas de Teresina? Fez vídeos contra a empresa, foi o autor da CPI, quase agrediu o vereador Pedro Alcântara para ser o presidente da CPI e, no final, sentou o olho do canguru e abortou a CPI. Se vendeu, todo mundo sabe na cidade.