O deputado estadual Coronel Carlos Augusto, ex-secretário de Justiça do Piauí, defendeu a criação de um Ministério da Segurança Pública e a implantação de uma política nacional integrada para o setor. A declaração foi dada durante entrevista ao comentar os desafios do financiamento da segurança pública no Brasil e os investimentos realizados no estado.
Segundo o parlamentar, embora seja possível estabelecer diretrizes e normas nacionais para a área, a principal dificuldade está na execução das políticas públicas devido ao alto custo operacional da segurança.
“A segurança pública precisa ter financiamento. Segurança não é barato. Você ditar as regras, as normas, até que não é difícil. Executar é que tem um preço”, afirmou.
Coronel Carlos Augusto defendeu um modelo de atuação verticalizado, com integração entre União, estados e municípios. Para ele, o país precisa estruturar um sistema com plano nacional, estadual e municipal, acompanhado de recursos financeiros capazes de garantir a execução das ações.
“Não adianta lançar um plano e jogar a responsabilidade financeira para os estados, que estão todos quebrados e endividados”, disse.
Durante a entrevista, o deputado também destacou os investimentos feitos pelo governador Rafael Fonteles na área da segurança pública. Segundo ele, o estado ampliou significativamente o efetivo das forças de segurança nos últimos anos.
“Nós aumentamos praticamente 50% do efetivo da Polícia Militar e também o número de policiais penais dentro do sistema prisional”, declarou.
O ex-secretário atribuiu o avanço ao planejamento adotado pelo governo estadual e afirmou esperar que o Congresso Nacional aprove medidas estruturantes para o setor. Ele também declarou apoio à continuidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no comando do país.
“Eu espero que o próximo presidente, se Deus quiser, seja o presidente Lula, e que ele crie um Ministério da Segurança Pública para acompanhar os estados e garantir orçamento específico”, completou.