O Ministério da Justiça e Segurança Pública oficializou nesta segunda-feira (21) a demissão de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) do cargo de escrivão da Polícia Federal. A decisão foi assinada pelo ministro Wellington César Lima e Silva na sexta-feira (18) e publicada no Diário Oficial da União. Segundo o ato, a medida foi aplicada em razão de abandono de cargo após a conclusão de um processo administrativo disciplinar.
Eduardo era servidor concursado da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer o mandato de deputado federal. Após o fim do mandato, a corporação determinou o retorno dele ao trabalho, mas ele permaneceu nos Estados Unidos. A ausência levou à abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), concluído pela Polícia Federal neste ano.
O ex-deputado deixou o Brasil em fevereiro de 2025 e passou a atuar nos Estados Unidos em defesa de medidas contra autoridades e decisões do Judiciário brasileiro. Em junho de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal o condenou a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo relacionado à investigação sobre a tentativa de golpe após as eleições de 2022. Na mesma decisão, o STF determinou a perda do cargo público de escrivão da Polícia Federal.
A decisão administrativa publicada nesta segunda-feira formaliza a saída de Eduardo Bolsonaro dos quadros da Polícia Federal por abandono de cargo. O ato do Ministério da Justiça ocorre após a conclusão do procedimento disciplinar iniciado pela corporação. A publicação no Diário Oficial da União torna a medida oficial no âmbito administrativo.
Eduardo Bolsonaro perde cargo de escrivão da PF por abandono de cargo
Decisão foi assinada pelo ministro da Justiça em 18 de setembro e publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (21).
Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados
Eduardo Bolsonaro