Em agenda realizada neste sábado (11) em Timon, o pré-candidato ao Governo do Maranhão, Eduardo Braide (PSD), procurou afastar a polarização ideológica da disputa eleitoral de 2026 e minimizou o fortalecimento da base do governador Carlos Brandão (PSB), que nos últimos dias ampliou sua articulação política com a adesão do deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União Brasil) ao grupo governista.
Em Timon, Braide minimiza polarização política e relativiza força da base governista.
Questionado sobre a composição de sua chapa, Braide afirmou que seu projeto não está vinculado a posições de direita ou de esquerda. A declaração ocorre após o anúncio do deputado federal André Fufuca (PP) como primeiro pré-candidato ao Senado e, mais recentemente, do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo), como segunda aposta para a Casa. Segundo Braide, as alianças demonstram que sua candidatura está aberta a diferentes correntes políticas.
"Quando anunciei o Fufuca como meu primeiro candidato ao Senado, todo mundo disse que eu era da esquerda, que eu estava com o presidente Lula. Agora anuncio o Lahesio como segundo candidato ao Senado e todo mundo diz que eu sou da direita. O que o pessoal precisa entender é que eu sou do povo. Todos aqueles que quiserem vir para o bem do Maranhão serão bem-vindos. Eu não serei o governador que vai dividir o nosso estado. Eu serei o governador que vai unir o nosso estado para o bem do povo do Maranhão", declarou.
Braide também comentou o crescimento da chapa adversária, que ganhou um novo reforço com a entrada de Pedro Lucas Fernandes no grupo liderado pelo governador Carlos Brandão. O deputado chega ao projeto governista em meio a uma base que reúne mais de uma centena de prefeitos maranhenses.
Apesar disso, o pré-candidato afirmou que alianças políticas e estruturas de poder não são determinantes para o resultado das eleições e relembrou sua reeleição à Prefeitura de São Luís, em 2024.
"Quando fui candidato à reeleição em São Luís, eles tinham 27 dos 31 vereadores, 40 dos 42 deputados estaduais, a presidente da Assembleia, o presidente da Câmara, toda a estrutura do Governo do Estado, o dinheiro e a intimidação. Eles não tinham o mais importante: a força do povo. Por isso fui reeleito prefeito de São Luís com mais de 70% dos votos no primeiro turno.
Na entrevista, Braide voltou a afirmar que a decisão sobre o futuro do Maranhão caberá aos eleitores. "No dia da eleição, quem vai mostrar a sua força é o povo do Maranhão.