O presidente do diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) no Piauí, deputado estadual Fábio Novo, afirmou que partidos da base governista precisam ajustar suas estratégias eleitorais e fazer “o dever de casa” diante das articulações para as chapas proporcionais.
A declaração ocorre em meio ao impasse entre MDB e PSD e à possibilidade de formação de uma terceira chapa proporcional, articulada pelo Republicanos, o que, na avaliação do parlamentar, pode prejudicar a estratégia do governo de concentrar forças.
“Cada partido define a sua estratégia. Nós, em relação à federação, estamos bastante tranquilos, porque a gente fez o dever de casa. Alguns partidos da base precisam fazer melhor o dever de casa, mas isso não cabe a gente opinar”, afirmou.
Segundo Fábio Novo, o modelo ideal para a base governista seria a formação de apenas duas chapas, o que, do ponto de vista matemático, aumentaria a eficiência eleitoral e reduziria as chances da oposição se beneficiar das sobras. “Nós defendemos que o ideal seria ter duas chapas, porque, matematicamente, com as sobras, você conseguiria fazer mais deputados”, disse.
Apesar disso, o parlamentar reconheceu que, para a federação partidária, a divisão em mais chapas pode trazer ganhos. “Agora, para a federação, ter mais chapas pode ser positivo, porque amplia as chances de atingir um objetivo maior”, pontuou.
Ainda assim, ele avaliou que, sob a ótica do governo Rafael Fonteles, a estratégia não é a mais adequada e defendeu maior diálogo entre os partidos aliados. “Em relação ao governo, não é uma estratégia boa. Por isso, eu defendo que deva haver diálogo”, afirmou.
Fábio Novo ressaltou, por fim, que, caso não haja entendimento para manter a composição entre MDB e PSD, cada sigla deverá seguir seu próprio caminho. “Não havendo a possibilidade de manter a fusão cruzada com o PSD e MDB, cada partido precisa procurar a sua estratégia”, concluiu.